Edição nº2606 06/12 Ver edições anteriores

A advogada de Bolsonaro

Crédito: Daniel Marenco

PODEROSA A advogada Karina Kufa é a mulher mais forte de Bolsonaro na atualidade (Crédito: Daniel Marenco)

Nos bastidores da política em Brasília, a advogada Karina Kufa é a mulher mais forte da família Bolsonaro. Ela era uma advogada do baixo clero em São Paulo, mas na campanha de 2018 se aproximou do deputado Eduardo e de seu pai. Graças a isso, recebeu R$ 100 mil para fazer a prestação de contas da campanha. Com prestígio junto aos Bolsonaros, propôs um contrato de R$ 1 milhão ao PSL para fazer o “compliance” de 14 doadores da campanha de Jair, mas o advogado Gustavo Bebianno, então coordenador da campanha, não permitiu. Afinal, havia um grupo de advogados, coordenado por Thiago Ayres e Aldairton Carvalho, que trabalhava sem nada cobrar. Depois da eleição, ela passou a receber R$ 40 mil por mês do PSL e faturou R$ 100 mil na defesa da senadora juíza Selma, hoje no Podemos

Marketing

A única que queria ser bem paga no PSL era a própria Kufa. Ela chegou a propor um contrato de marketing de R$ 500 mil ao partido, novamente barrado por Bebianno. Mas, com respaldo de Eduardo, foi tomando conta do “jurídico” da legenda. Depois da crise dos Bolsonaros com o PSL, a advogada foi demitida pelo presidente da sigla, Luciano Bivar.

Tesoureira

Atualmente, Karina Kufa está cuidando da criação da “Aliança pelo Brasil”, o novo partido do clã, que deverá ser presidido pelo presidente e terá como vice seu filho, o senador Flávio. Até o caçula do presidente, Renan, terá assento como vogal no novo partido. Sintomaticamente, Karina será a tesoureira da nova legenda.

Rápidas

* O jornalista Alberto Luchetti entrou na Justiça para cobrar uma dívida de campanha no valor de R$ 1,6 milhão que o ex-governador Márcio França (PSB) deixou da campanha à reeleição de 2018. Luchetti alega que Márcio França não lhe pagou pelos serviços do segundo turno.

* Os deputados bolsonaristas que continuam no PSL estão em uma encalacrada. Como a “Aliança pelo Brasil” não sairá até abril, terão que se aninhar em outro partido, já que não terão espaço algum junto a Luciano Bivar.

* Comenta-se que podem ir para o Patriota, PRB ou Podemos. Mas o Podemos do senador Alvaro Dias não está nada disposto a tê-los apenas como ponte de passagem. O Podemos não quer servir de partido de aluguel.

* O deputado Luis Tibé (Avante-MG) propõe que a “rachadinha” dos salários de deputados e assessores seja oficializada para garantir mais recursos para as campanhas eleitorais em 2022. Cada um doaria 3% dos salários.

O partido do 3 oitão

Danilo Borges

A “Aliança pelo Brasil”, que Bolsonaro está criando, deseja ter o 38 como o número de identificação da sigla, mas o deputado Capitão Augusto (PL-SP), que está viabilizando o Partido Militar Brasileiro (PMB), também o deseja, exatamente por causa do calibre de uma das armas mais poderosas usadas pela polícia. Se Bolsonaro ficar com o 38, o capitão vai se contentar com o 64, ano do golpe militar.

Retrato falado

“O presidente achou melhor dar um respiro parao Congresso” (Crédito: Alan Santos/PR)

O ministro Paulo Guedes jogou a toalha e não vai mais apresentar este ano o projeto de Reforma Administrativa ao Congresso, como desejava. Tudo porque Bolsonaro decidiu que não enviará uma nova reforma polêmica tão cedo ao Parlamento. Depois da Reforma da Previdência, o presidente entende que por este ano já chega de apresentar pautas “impopulares”. A Reforma Administrativa cortará uma série de privilégios dos servidores públicos e isso queimaria seu filme no funcionalismo.

Ricardo Salles na berlinda

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está na linha de tiro das entidades ambientalistas. Depois de ter sido acusado de negligência no combate aos incêndios florestais na Amazônia e às manchas de óleo no Nordeste, agora está sendo questionado na Justiça por suspeita de enriquecimento ilícito. O MP-SP apura se ele ficou rico à base de recursos públicos. A investigação foi pedida pelo promotor Ricardo Manoel Castro. Para investigar a origem de seu patrimônio, o desembargador Antonio Celso Aguiar Cortez, da 10ª Câmara de Direito Público, pediu a quebra de seus sigilos bancário e fiscal. O ministro diz nada temer. Seus bens aumentaram 335% em cinco anos.

Os bens

Em 2012, Salles declarou ter R$ 1,4 milhão – 10% de um apartamento, um carro e uma moto. Em 2018, declarou possuir R$ 8,8 milhões -2 apartamentos de R$ 3 milhões cada e R$ 2,3 milhões em aplicações. Nesse período, foi secretário do Meio Ambiente do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Toma lá dá cá

Flavio Amary, secretário de habitação do estado de São Paulo (Crédito:Divulgação)

Em onze meses de governo, qual o balanço que o senhor faz da Secretaria da Habitação do Estado?
O governador Doria destinou R$ 1 bilhão para construirmos 60 mil unidades até o final de sua gestão. Já entregamos de 11.913 moradias e estamos construindo outras 44.111 unidades, com a união da iniciativa privada, estado e municípios.

Qual o significado disso?
A habitação é base da política social.
As famílias que hoje vivem em condições ultrajantes em favelas, áreas de risco ou palafitas têm que receber uma moradia digna.

O programa ajuda no combate ao desemprego também?
Com os programas habitacionais criamos nestes primeiros meses de governo Doria mais de 30 mil empregos diretos em nosso estado.

O rabino herói

WELLINGTON CERQUEIRA

O rabino Henry Sobel, morto na semana passada em Miami, foi exemplo de retidão para a comunidade judaica. Nos 40 anos em que morou em São Paulo destacou-se na luta contra a ditadura militar. Forçou os militares a reconhecerem que assassinaram o jornalista judeu Vladimir Herzog e não que ele havia se suicidado como queriam seus algozes.

Caridade

Não foi só isso. Sobel era o rabino que levava conforto a todos os membros da comunidade judaica paulista, além do plano espiritual.

Não deixava de visitar um único integrante da comunidade internado em hospitais, como o Albert Einstein. Quando alguém passava dificuldades, ele arrecadava fundos para auxiliar as famílias necessitadas. Generoso.

Um ataque aos direitos humanos

Mauricio Garcia de Souza

O deputado Frederico D’Ávila (PSL) é alvo de ataques de entidades de direitos humanos, Depois de propor que a Assembleia Legislativa de São Paulo homenageasse o ditador chileno Augusto Pinochet. por causa disso, não pararam de chegar protestos à Alesp, levando o presidente da Casa, Cauê Macris (PSDB), a cancelar o evento.

 


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