Edição nº2487 11.08 Ver edições anteriores

Nome do pai

O garoto da foto (ao lado de Gloria Pires, então com 19 anos e segurando a filha Cleo recém-nascida) tinha 28 anos na época. Hoje tem 57, cinco filhos, alto nível de exposição, milhões de fãs e milhares de críticos

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Fábio Júnior não sai de cartaz. Seja pelos 16 milhões de discos vendidos, pelas participações em obras de relevo como “Roque Santeiro” e “Bye Bye Brasil”, por conta de um comercial ao lado do filho sex symbol Filipe (ou Fiuk para os não íntimos), pelo ensaio sensual da filha Cleo, por um novo casamento anunciado ou por uma separação eventualmente mais ruidosa… só no quesito casamento, foram oito episódios e, aos 57 anos, nada indica que a série tenha chegado ao fim. Ao que parece, coisas como um controle remoto universal que teima em não ligar a tevê de sua casa o incomodam mais neste momento do que casamentos e separações. Fábio parece estar confortável com seu papel nesta altura da vida. Em especial quando fala de seus 5 filhos. Cleo Pires é a mais velha, tem 28 anos e todo mundo conhece. Kika é a segunda, hoje com 24 anos. Tainá tem 23, Filipe, 20 e Zaion acaba de fazer 2.

Sente orgulho ao ver os filhos criados e com rumo definido. Claro que isso exclui o bebê Zaion, mas, mesmo quando fala do pequeno, se sente tranquilo graças ao carinho e à presença dos mais velhos ao redor do caçula.

Na entrevista que concedeu em sua casa à jornalista Milly Lacombe (que estará na revista “TPM” em junho), Fábio abriu boa parte da tela do seu radar mental nesta fase da vida. Momentaneamente solteiro, diz que não casaria outra vez agora. “Agora não, mas amanhã pode ser…”, diz, rindo de si mesmo. “Prometi aos meus filhos que até o fim deste mês não caso mais. Preciso cumprir essa promessa.” Em outro momento do papo, volta a brincar com o assunto. Perguntado sobre a impressão de ser um cara que gosta de casar, ele responde: “Tive uma namorada que me disse: ‘Você não gosta de casar, você gosta é de separar…’ Eu gosto de ter pra quem voltar. É legal.” “Sou meio intensão, então a fila anda. Quero chegar em casa e ver que a fila dela andou também. Eu gosto de paixão. E tem umas mulheres que conseguem deixar isso vivo. Se for só para trepar, não me interessa. Aí paga e acabou. Eu quero mais, eu quero confiar, abrir minha alma, meu coração…e com todas foi assim. Todas me conhecem bem. Digo aos meus filhos: ‘Não economizem alma.’”

A foto que você vê aqui foi encontrada nos arquivos do “JB”. Marca um momento especial na vida do cantor/ator. Outubro de 1982. Glória Pires, hoje vivendo Norma, uma das protagonistas da novela “Insensato Coração”, primeira esposa de Fábio com a recém-nascida Cleo, estreando, literalmente. Fábio tinha 28 e acabara de perder seu pai, figura obviamente essencial em sua vida, não só no sentido óbvio e genético da expressão. Como ele diz hoje em dia, havia se casado por paixão por Gloria, mas também para deixar a família de origem e alguns conflitos que o incomodavam. “Casei porque estava apaixonado, primeiro. E, segundo, porque era a oportunidade de sair fora e levar a vida do meu jeito. Certo ou errado, mas do meu jeito. Naquela época, senti a mesma sensação que sinto hoje, de liberdade. Meus filhos me libertaram.

Gostem ou não, considerem certo ou errado, só não há dúvida sobre uma coisa: Fábio Júnior não economiza alma. 


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