A agonia do governo Bolsonaro

A escalada bolsonorista contra o Estado Democrático de Direito continua de vento em popa. Desde 1º de janeiro de 2019, Jair Bolsonaro age frontalmente contra as instituições. É o cavaleiro das trevas do reacionarismo. O autoritarismo explícito, a falta de decoro, o uso de instituições de Estado como instrumentos da sua vontade, tudo era relevado. Afinal, o importante seria o programa econômico e as reformas estruturantes repetidas ad nauseam pelos porta-vozes do mercado.

+ SP deve receber cinco milhões de doses de vacina chinesa em outubro, diz Doria

Era o que interessava. Seria o preço a ser pago pela reestruturação do processo de acumulação capitalista. Já que os partidos tradicionais tinham dificuldade de empolgar o eleitorado, desgostoso com os escândalos sucessivos de corrupção, restou ao grande capital apoiar um desconhecido, meio exótico para os padrões da Faria Lima, mas que parecia amestrado no campo econômico. O mercado não via em Bolsonaro alguém com um projeto próprio de poder. Era encarado como um boquirroto, tosco, ignorante.

Mas a chegada do coronavirus mudou este quadro. Mesmo sem oposição de fato, e graças à ação desastrada e desumana, Bolsonaro acabou se transformando mundialmente no símbolo maior da incompetência no enfrentamento do covid-19, inclusive colocando em risco as bases da economia brasileira e, por sua vez, prejudicando o mercado. Não há especulador que resista a uma recessão de -7%/-8% e a possibilidade de um lustro de crescimento medíocre derrubando a renda per capita e o índice de desenvolvimento humano. Isto porque a somatória da piora sucessiva da distribuição de renda com o aumento da miséria pode se transformar, em curto prazo, em combustão para uma explosão social em escala nunca vista no Brasil.

A fuga de capitais é uma demonstração inequívoca que o grande capital internacional já abandonou qualquer manifestação de apoio, mesmo discreto, ao governo. Internamente, as frações mais modernas do capitalismo nacional detectaram que o futuro econômico do país — e de seus negócios — está seriamente comprometido. Constatou que não há mais uma política econômica, uma ação coordenada pelo ministério da Economia e suas secretarias. Viu que em meio a pandemia o que sobrou foi um governo lutando para se manter a todo custo no poder. E que sonha com o rompimento da institucionalidade, isolando ainda mais o país da comunidade internacional. Começou a contagem regressiva para o fim do governo Bolsonaro. Mas sem ação política, a agonia pode ser longa.

O mercado financeiro tolerava Bolsonaro, era considerado boquirroto, tosco, ignorante

Veja também

+Após ficar internada, mulher descobre traição da mãe com seu marido: ‘Agora estão casados’

+ Por decisão judicial, Ciro Gomes tem imóvel penhorado em processo com Collor

+ Jovem é suspeita de matar namorado com agulha de narguilé durante briga por pastel

+ Baleia jubarte consegue escapar de rio cheio de crocodilos na Austrália

+ MasterChef: mesmo desempregado, campeão decide doar prêmio

+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago

+ 12 razões que podem fazer você menstruar duas vezes no mês

+ Arqueólogo leva 36 anos para montar maquete precisa da Roma Antiga

+ Senado aprova alterações no Código de Trânsito Brasileiro

+ Por que não consigo emagrecer? 7 possíveis razões

+ O que é pior para o seu corpo: açúcar ou sal?

+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?

+ Educar é mais importante do que colecionar

+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2020 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.