Economia

Zona do euro abre a caminho para emprestar mais EUR 7,5 bi à Grécia

A zona do euro abriu caminho nesta quinta-feira para a transferência de uma parcela do resgate de 7,5 bilhões de euros para a Grécia, depois de o país ter realizado suas reformas.

“O Conselho de Governadores do fundo de resgate da zona do euro [MEDE, Mecanismo Europeu de Estabilidade] deu seu aval esta tarde”, declarou o diretor-gerente da instituição, Klaus Regling, em coletiva de imprensa em Luxemburgo.

O Conselho, formado pelos ministros das Finanças da zona do euro, “avaliou de maneira unânime” a auditoria de reformas pedidas à Grécia, afirmou em coletiva de imprensa o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

“Essa decisão abre caminho para que o Conselho de Administração [do MEDE, ndr] decida amanhã (sexta-feira) o primeiro pagamento da segunda parcela”, acrescentou Dijsselbloem.

A Grécia precisa dessa próxima parcela para saldar importantes dívidas em julho com o Banco Central Europeu (BCE), de quase 2,3 bilhões de euros, e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 440 milhões.

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“É um balão de oxigênio muito saudável para essa economia”, avaliou o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, ao chegar a uma reunião de ministros do Eurogrupo em Luxemburgo.

Pouco depois, em uma coletiva de imprensa junto ao ministro grego Euclides Tsakalotos acrescentou que “é o resultado de um trabalho intenso na implementação das reformas, algumas das quais não são fáceis de decidir”.

A Grécia obteve em julho passado um terceiro programa de resgate de 86 bilhões de euros.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, que participou na reunião, voltou a repetir a condição do Fundo para participar neste resgate.

“Para nós, para participar, deve haver uma operação sobre a dívida”, disse em coletiva de imprensa do Eurogrupo.

O Fundo deixou claro que não participará financeiramente do programa de resgate até que haja um plano concreto da zona do euro sobre a enorme dívida da Grécia, que chega a 180% do PIB.

Reduzir a dívida é a condição do FMI para continuar participando, apesar da oposição da Alemanha.

pa/jz/cc/mvv

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