A Federação Italiana de Futebol (Figc) anunciou nesta quarta-feira (5) a contratação do ex-jogador Gianfranco Zola para coordenar as categorias de base da seleção. A decisão, revelada em Roma pelo presidente da entidade, Giovanni Malagò, visa fortalecer o futuro do futebol italiano após períodos de crise. Zola terá a responsabilidade de gerenciar os projetos de desenvolvimento juvenil.
- Gianfranco Zola assume a coordenação das categorias de base da seleção italiana de futebol.
- A contratação faz parte do projeto de reestruturação da Figc, liderado por Giovanni Malagò, após ausências da Itália em Copas do Mundo.
- Zola atuará em conjunto com o diretor técnico Claudio Ranieri e continuará como vice-presidente da Lega Pro.
Em conversa por telefone com a agência ANSA, o cartola Giovanni Malagò explicou que a escolha de Zola foi uma decisão conjunta com o novo diretor técnico da Figc, Claudio Ranieri, que assumiu o cargo sucedendo Paolo Maldini. A chegada do ídolo do futebol italiano é vista como um passo estratégico para os planos da federação.
Malagò e a reestruturação da FIGC
Segundo Malagò, Gianfranco Zola, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente da Lega Pro (entidade que administra a Série C do Campeonato Italiano), assumirá a função de “coordenador dos projetos das atividades juvenis”. O presidente da Figc enfatizou a importância desta contratação: “Eu e Ranieri queríamos muito isso”, afirmou.
“O carisma de Zola, sua preparação e seu compromisso mostrado com os jovens nestes anos representam a melhor base para construir nosso futuro”, declarou o chefe da Figc. Ele adicionou que o ex-jogador conciliará a nova função com a vice-presidência da Lega Pro, demonstrando a confiança em sua capacidade de multitarefa e dedicação.
Zola é a peça fundamental que faltava no projeto de Malagò para reconstruir a seleção da Itália, que enfrenta um período desafiador com três ausências consecutivas na Copa do Mundo, torneio que a Azzurra não disputa desde 2014, no Brasil. A reformulação das categorias de base é vista como essencial para reerguer o futebol nacional.
Ex-presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) e do comitê organizador das Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina, Malagò foi eleito presidente da Figc em meados de junho. Ele chegou com amplo respaldo para reformar os alicerces do futebol tetracampeão mundial, buscando inovações e novas perspectivas para a seleção.
Qual a importância de Zola para o futuro do futebol italiano?
Inicialmente, Giovanni Malagò havia escolhido Paolo Maldini como diretor técnico e o brasileiro Leonardo como consultor. Contudo, ambos renunciaram após apenas duas semanas de trabalho, devido ao veto da federação à contratação de Andrea Pirlo como treinador da Azzurra, gerando um impasse nos primeiros dias de sua gestão.
Em seguida, Malagò bancou pessoalmente o retorno de Roberto Mancini para comandar a seleção e chamou Claudio Ranieri para o cargo de diretor técnico. Essa dupla experiente agora contará com o auxílio de Gianfranco Zola, que, em sua carreira como jogador, disputou 35 partidas e marcou 10 gols pela Itália entre 1991 e 1997, sendo um nome de peso para inspirar os jovens atletas.
Ídolo do Chelsea, o ex-jogador pendurou as chuteiras em 2005, após uma carreira brilhante. Ele teve uma discreta trajetória como treinador na década passada, mas manteve-se próximo ao esporte. Ao longo dos últimos anos, Zola atuou como comentarista em emissoras de TV italianas e britânicas, e em 2023, foi eleito vice-presidente da Lega Pro, demonstrando seu contínuo engajamento com o futebol. (ANSA)