O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), afirmou nesta segunda-feira, 13, em São Paulo, que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), não merecem apenas um processo de impeachment, mas também a prisão. A declaração foi feita durante encontro com lideranças empresariais na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
O que aconteceu
- Romeu Zema defende a prisão e o impeachment dos ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
- O pré-candidato criticou os “intocáveis” do Judiciário e mencionou o caso do Banco Master como exemplo de corrupção.
- Zema afirmou que apoiará Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno contra a esquerda e o PT.
Durante sua palestra, Zema criticou o que chamou de “intocáveis” por causa de acusações de escândalos de corrupção recentes, como o caso do Banco Master, e salientou que tais apontamentos sobre o Judiciário do País têm provocado desejo de mudança ainda maior que nas eleições de 2018, quando ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram eleitos.
“Inclui principalmente dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois para mim não merecem só processo de impeachment, merecem prisão”, disse Zema em entrevista após o evento.
Candidatura e alianças
Zema afirmou ainda que levará “sua campanha até o final”, mas que deve apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, caso não avance. Ao ser questionado sobre quais seriam as diferenças programáticas de sua pré-candidatura em relação ao filho de Jair Bolsonaro, Zema disse que possui “propostas diferentes”.
“Nós estaremos todos juntos no segundo turno contra a esquerda, contra o PT, contra o (presidente) Lula (PT)”, afirmou. “Tenho propostas diferentes. Eu estava falando aqui, no meu governo de Minas eu fiz coisa que nenhum político gosta, abri mão de toda mordomia e privilégios, quero ver os concorrentes falarem isso.”
Os planos de campanha de Zema
Sobre o vídeo gravado com Flávio Bolsonaro no fim de semana — em que convidou o senador para ser seu candidato a vice nas eleições —, Zema disse ter sido um momento de “descontração”.