Zema defende prisão de Moraes e Toffoli e diz que apoiará Flávio no 2º turno

Pré-candidato à Presidência da República defende que ministros do STF não merecem só impeachment

Romeu Zema (Novo) renunciou neste domingo, 22, ao governo de Minas Gerais
Romeu Zema (Novo) renunciou neste domingo, 22, ao governo de Minas Gerais Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), afirmou nesta segunda-feira, 13, em São Paulo, que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), não merecem apenas um processo de impeachment, mas também a prisão. A declaração foi feita durante encontro com lideranças empresariais na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O que aconteceu

  • Romeu Zema defende a prisão e o impeachment dos ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
  • O pré-candidato criticou os “intocáveis” do Judiciário e mencionou o caso do Banco Master como exemplo de corrupção.
  • Zema afirmou que apoiará Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno contra a esquerda e o PT.

Durante sua palestra, Zema criticou o que chamou de “intocáveis” por causa de acusações de escândalos de corrupção recentes, como o caso do Banco Master, e salientou que tais apontamentos sobre o Judiciário do País têm provocado desejo de mudança ainda maior que nas eleições de 2018, quando ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram eleitos.

“Inclui principalmente dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois para mim não merecem só processo de impeachment, merecem prisão”, disse Zema em entrevista após o evento.

Candidatura e alianças

Zema afirmou ainda que levará “sua campanha até o final”, mas que deve apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, caso não avance. Ao ser questionado sobre quais seriam as diferenças programáticas de sua pré-candidatura em relação ao filho de Jair Bolsonaro, Zema disse que possui “propostas diferentes”.

“Nós estaremos todos juntos no segundo turno contra a esquerda, contra o PT, contra o (presidente) Lula (PT)”, afirmou. “Tenho propostas diferentes. Eu estava falando aqui, no meu governo de Minas eu fiz coisa que nenhum político gosta, abri mão de toda mordomia e privilégios, quero ver os concorrentes falarem isso.”

Os planos de campanha de Zema

Sobre o vídeo gravado com Flávio Bolsonaro no fim de semana — em que convidou o senador para ser seu candidato a vice nas eleições —, Zema disse ter sido um momento de “descontração”.