Uma ala do Partido Novo tem defendido, nos bastidores, uma aproximação entre o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de olho nas eleições presidenciais. Interlocutores da legenda articulam encontros e contatos para ampliar o diálogo entre os dois sobre seus projetos políticos.
A ISTOÉ apurou que integrantes do partido defendem que Zema possa ser vice em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. A movimentação é vista internamente como uma alternativa para manter o Novo competitivo diante das regras da cláusula de barreira.
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O que aconteceu
- Zema e Flávio Bolsonaro estão se aproximando nos bastidores, com membros do Novo defendendo para o ex-governador ser vice na chapa bolsonarista.
- O Partido Novo vê na possível aliança uma alternativa para manter sua competitividade e fortalecer-se diante da cláusula de barreira.
- Apesar da vontade de aliados, Zema nega publicamente qualquer possibilidade de desistir da candidatura presidencial
A avaliação é de que uma aliança com o campo bolsonarista poderia ampliar a base eleitoral do partido. Mesmo sem uma composição formal, parte dos dirigentes acredita que uma aproximação política já seria suficiente para fortalecer a legenda no cenário nacional.
Nos últimos meses, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema intensificaram a interlocução. Na última semana, os dois se encontraram em Porto Alegre e chegaram a gravar vídeos mencionando a possibilidade de uma composição em uma mesma chapa.
Antes, aliados de Flávio já tratavam Zema como um “vice dos sonhos”, embora a hipótese tenha perdido força recentemente. Ainda assim, parte da cúpula avalia que o ex-governador pode agregar votos relevantes em Minas Gerais, considerado um estado decisivo nas eleições presidenciais.
Publicamente, Zema nega qualquer possibilidade de abrir mão de uma eventual candidatura própria ao Palácio do Planalto. Nos bastidores, porém, interlocutores afirmam que ainda é cedo para descartar cenários, especialmente diante do desempenho inicial nas pesquisas de intenção de voto. Aliados reconhecem que o mineiro aparece distante dos primeiros colocados, liderados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro.