ROMA, 4 OUT (ANSA) – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, renovou nesta quarta-feira (4) seu convite para o papa Francisco visitar o país e revelou que faltam munições e antiaéreos para uma contraofensiva na guerra deflagrada pela Rússia.
“O Papa foi convidado por mim para ir à Ucrânia. Eu ficaria feliz se ele viesse”, reiterou ele em entrevista à Sky Tg24, como parte das comemorações dos 20 anos da emissora italiana.
O líder ucraniano evocou a mediação iniciada pela Santa Sé e ressaltou que é preciso concentrar-se nas questões humanitárias e no regresso das crianças deportadas para a Rússia.
Além disso, aproveitou para agradecer a Itália e a Europa por todo o apoio e enfatizou que “esta é a guerra mais importante do mundo ocidental” e está “fazendo tudo para que esta se torne a última guerra” para garantir o respeito pela integridade territorial.
Zelensky afirmou que sua contraofensiva continua, passo a passo, para fazer de tudo para repelir o inimigo, mas revelou que “as dificuldades são que existem campos minados, faltam munições e antiaéreos”. “A defesa aérea é importante para a contraofensiva, mas também para proteger a população”, declarou Segundo ele, o inverno é outro desafio para a população e para os militares do país e é preciso enfrentá-lo sem perder a iniciativa no campo de batalha.
Na conversa, o presidente ucraniano também disse estar convencido que os Estados Unidos e a União Europeia estão e vão permanecer do lado de seu país durante a guerra.
“A Federação Russa está mais fraca do que estava no início desta guerra. A intenção dos russos é congelar o conflito, mas isso não ajudará a Ucrânia. Qualquer pausa significa ajudar a Rússia”, acrescentou, admitindo que “todos gostariam de ver resultados rápidos no campo de batalha, mas isso é em grande escala e já dura quase dois anos.
Por fim, criticou seu homólogo russo, Vladimir Putin, falando que a “demonstração de armas nucleares não é uma demonstração de força, mas de fraqueza por parte dos russos, porque a batalha no campo e a diplomacia não trouxeram os resultados que desejavam”.
Para ele, no final do ano, haverá mais ameaças nucleares, segundo os serviços de inteligência da Ucrânia.
Tragédia Veneza – Além disso, Zelensky prestou solidariedade a todas as 21 vítimas do acidente de ônibus registrado em Veneza, no norte da Itália, ocorrido na noite da última terça-feira (3).
“Quero expressar minhas condolências às famílias dos feridos e dos mortos em Mestre. Sei que também há ucranianos, italianos, franceses, espanhóis. É uma tragédia que hoje une muitos países”, lamentou. (ANSA).