Zelensky pede que diálogos para encerrar invasão russa continuem, apesar do foco dos EUA no Irã

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, manifestou neste domingo (22) sua esperança de que os Estados Unidos continuem os esforços para encerrar a invasão russa, apesar de a atenção estar voltada para os ataques ao Irã.

Durante dois dias, enviados especiais da Ucrânia e dos Estados Unidos se reuniram na Flórida. Os negociadores de ambos os países falaram em avanços após o encontro, mas sem dar detalhes.

Até este fim de semana, a iniciativa diplomática permanecia em um impasse desde fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irã.

“Está claro que o foco principal do lado americano neste momento é a situação em torno do Irã e nessa região, mas a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia precisa chegar ao fim”, disse Zelensky em um discurso na noite deste domingo.

“Sou muito grato à sociedade americana por seu claro apoio a uma paz normal e digna para a Ucrânia”, acrescentou o mandatário europeu.

Zelensky disse que se reunirá com a equipe da Ucrânia quando retornar ao país e que espera novos avanços diplomáticos com os Estados Unidos.

“Seria uma notícia muito boa e a confirmação de que a diplomacia está funcionando. Esperamos que aconteça”, afirmou.

O enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, escreveu na rede X que ambas as partes “se concentraram em pontos-chave para definir um marco de segurança sólido e confiável para a Ucrânia, bem como em esforços humanitários fundamentais na região”.

Witkoff apagou uma publicação anterior em que havia afirmado que os dois lados tinham alcançado “um grande avanço em uma questão humanitária crucial”.

Rustem Umerov, principal negociador ucraniano, também falou em “avanços”.

“Durante as reuniões, nos concentramos nas questões de garantias de segurança confiáveis e na dimensão humanitária, em particular na troca e no retorno de nossos cidadãos”, declarou em uma publicação no Facebook.

Trump havia prometido pôr fim à guerra no primeiro dia de seu retorno à Casa Branca, há 14 meses. Desde então, tem pressionado repetidamente a Ucrânia para que faça concessões à Rússia, que iniciou a invasão em fevereiro de 2022.

No início do mês, Trump voltou a culpar Zelensky e disse que o líder ucraniano “tem que chegar a um acordo”, ao mesmo tempo em que afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, estava pronto.

A Rússia mantém um avanço lento em sua conquista territorial no leste da Ucrânia.

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