ROMA, 29 AGO (ANSA) – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou nesta sexta-feira (29) que a Rússia tem até segunda-feira (1º) para se decidir por um encontro bilateral entre seus chefes de Estado, de modo a colocar fim na guerra iniciada em 2022.
O prazo foi imposto pelo governo ucraniano e seus aliados, que concordaram em esperar até 1º de setembro para que “a Rússia demonstre genuína disposição e prontidão para participar de uma reunião bilateral que ponha fim à invasão da Ucrânia [por tropas de Moscou]”, revelou Zelensky, citado pelo Guardian.
Além disso, o líder de Kiev afirmou que “aguarda uma resposta de seus parceiros caso os russos não retornem até a data limite”.
Zelensky também reforçou seu apoio à transferência das negociações sobre garantias de segurança para ele e seu homólogo no país vizinho, Vladimir Putin.
Hoje o Kremlin disse não descartar uma cúpula entre os dois presidentes, desde que ela seja “bem preparada”, o que inclui um avanço nas tratativas entre as delegações, que segundo o governo russo, “não está ativa”.
“Putin não descarta a possibilidade de realizar tal reunião, mas acredita que qualquer encontro de mais alto nível deva ser bem preparado a fim de finalizar o trabalho que deve ser feito preliminarmente por especialistas”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Tass, em resposta ao chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, que ontem afirmou estar “evidente” que não haverá um frente a frente entre os líderes russo e ucraniano.
“Até o momento, não se pode dizer que o trabalho dos especialistas, por assim dizer, esteja ativo; infelizmente, não.
Continuamos interessados e disponíveis para tais negociações”, concluiu Peskov, referindo-se às tratativas em andamento entre as delegações dos dois países para um acordo de paz, ao mesmo tempo em que as forças de Moscou e Kiev seguem em campo de batalha.
Na madrugada da última quinta-feira (28), um ataque russo na capital ucraniana matou ao menos 19 pessoas, incluindo adolescentes e uma criança de 2 anos. O bombardeio também atingiu o prédio que abriga o escritório da União Europeia na nação eslava. (ANSA).