Após revelar que irá retomar o tratamento contra o Lipedema, condição que voltou a provocar inflamações e desconfortos em seu corpo, a modelo e influenciadora Yasmin Brunet reacendeu o debate sobre a doença, que ainda gera dúvidas entre muitas mulheres. Filha da modelo e empresária Luiza Brunet, Yasmin já havia falado anteriormente sobre o diagnóstico e a importância da constância nos cuidados.
O Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas, quadris e, em alguns casos, nos braços. A doença afeta majoritariamente mulheres e costuma vir acompanhada de sintomas como dor, sensibilidade ao toque, inchaço, hematomas frequentes e dificuldade de redução da gordura apenas com dieta e exercícios físicos.
Nos últimos anos, os avanços da medicina têm ampliado as possibilidades de manejo da condição. Entre os recursos que vêm sendo utilizados por especialistas estão as chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis inicialmente indicados para o tratamento do diabetes e da obesidade.
Segundo o ginecologista *Dr. Fábio Denardin, médico especializado em Medicina Estética e Medicina Regenerativa, esses medicamentos podem atuar como aliados no controle do quadro, desde que inseridos em um plano terapêutico completo e individualizado.
“As canetas emagrecedoras não curam o Lipedema. Elas atuam apenas como um recurso complementar dentro de um tratamento mais amplo, que, em geral, inclui dieta anti-inflamatória, exercícios de baixo impacto e drenagem linfática.
A tecnologia também surge como aliada nesse processo. Entre as opções disponíveis, estão o laser estacionário com quatro comprimentos de onda, além da criofrequência, da radiofrequência e de aparelhos de eletroestimulação, utilizados como recursos complementares no cuidado e no controle da condição. O tratamento ainda pode envolver o uso de meias de compressão e o acompanhamento com ginecologista ou especialista capacitado”, explica Denardin.
De acordo com o especialista, esses medicamentos atuam em mecanismos metabólicos que ajudam a regular o apetite e melhorar o controle do peso corporal. Embora a gordura associada ao lipedema seja mais resistente, a redução do peso global pode trazer impactos positivos relevantes.
“Quando há melhora do metabolismo e redução do peso corporal, muitas pacientes relatam diminuição do volume, menos pressão nas pernas e ganho de mobilidade. Além disso, ao contribuir para a redução da inflamação sistêmica, essas medicações podem ajudar na melhora da dor e da sensibilidade, refletindo diretamente na qualidade de vida”, afirma.
O médico também reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo para evitar a progressão da doença.
“O Lipedema é uma condição que precisa ser reconhecida e tratada de forma multidisciplinar. Quanto mais cedo a paciente recebe orientação correta e acompanhamento médico, maiores são as chances de controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida. O mais importante é entender que o Lipedema não tem cura, mas tem controle”, conclui o Dr.
O tratamento pode variar de acordo com o estágio da doença e as características individuais de cada paciente, podendo incluir mudanças no estilo de vida, acompanhamento metabólico, terapias físicas e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos específicos. A condução deve ser sempre feita por profissionais capacitados.