Ediçao Da Semana

Nº 2741 - 05/08/22 Leia mais

PEQUIM, 1 JUL (ANSA) – O presidente da China, Xi Jinping, iniciou nesta quinta-feira (30) uma visita de dois dias a Hong Kong para as celebrações dos 25 anos em que o território autônomo voltou a fazer parte do país e afirmou que o local “renasceu das cinzas”.   

Essa é apenas a segunda vez que o mandatário vai à cidade durante seu mandato, sendo que a primeira ocorreu em 2017, e é a primeira viagem para fora da China continental desde o início da pandemia de Covid-19.   

Além de celebrar a data comemorativa, Xi participará da cerimônia de juramento do novo governador local, John Lee, que ocorre nesta sexta-feira (1º).   

Ainda na estação ferroviária, onde foi recebido por autoridades locais e estudantes, Xi fez um rápido discurso em que destacou os “progressos” de Hong Kong nos últimos anos.   

Segundo a emissora estatal chinesa “CCTV”, o mandatário elogiou a antecessora de Lee, Carrie Lam, por seu governo e disse que ela guiou a cidade por cinco anos “combatendo com todas as forças a violência e o caos”, o que fez o local “renascer das cinzas”.   

Com uma referência indireta aos protestos pela democracia de 2019, que foram duramente repreendidos por Pequim e que provocaram uma mudança na Lei Básica – a Constituição local – que restringe, praticamente, todas as manifestações políticas, Xi afirmou que Lam conseguiu “unir as pessoas de todos os níveis sociais”.   

“Nos últimos anos, existiram algumas turbulências, mas o modelo ‘um país, dois sistemas’ deu prova de sua grande vitalidade. O modelo teve nova vida e é aquele que pode garantir a prosperidade e a estabilidade a longo prazo”, pontuou ainda.   

O modelo foi uma das partes do acordo entre China e Reino Unido para a devolução de Hong Kong. Segundo o documento, o “um país, dois sistemas” deve vigorar no território por 50 anos (até 2047) e prevê que a localidade tenha autonomia política, judicial e administrativa.   

No entanto, com a reforma na Lei Básica, diversos países ocidentais reimpuseram sanções contra a China por considerarem que Pequim quebrou essa premissa e está interferindo diretamente no controle do território. (ANSA).