China confirma visita de Xi Jinping aos EUA para encontro com Trump

Líderes da China e dos EUA debatem questões econômicas, tecnológicas e geopolíticas em Washington

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O presidente da China, Xi Jinping, realizará uma visita de Estado aos Estados Unidos entre 23 e 25 de setembro, em um movimento diplomático crucial para as relações bilaterais. Durante sua estadia, o líder chinês terá um encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, na capital Washington.

A confirmação da viagem foi divulgada nesta segunda-feira (21) por Pequim, que optou por não fornecer detalhes adicionais sobre a agenda oficial do presidente Xi Jinping. O encontro com Donald Trump está agendado para quinta-feira (24).

  • Xi Jinping e Donald Trump se reúnem nos EUA em visita diplomática de três dias.
  • A pauta inclui comércio, tarifas, inteligência artificial e geopolítica estratégica.
  • Questões sensíveis como Taiwan, Irã e a próxima cúpula do G20 serão abordadas.

Esta será a segunda reunião presencial entre os dois líderes neste ano, com a primeira ocorrendo em maio, quando o republicano Donald Trump visitou a China. A cúpula atual ocorre na esteira de uma recente rodada de consultas econômicas e comerciais. Representantes dos dois países se reuniram no domingo (20), em Nova York, para uma série de debates técnicos.

Entre os participantes das conversas estavam o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o representante de Comércio americano, Jamieson Greer. As autoridades chinesas descreveram as negociações como “francas, aprofundadas e construtivas”, abordando uma vasta gama de questões econômicas e comerciais.

Detalhes da agenda econômica e tecnológica

A pauta do encontro entre Xi Jinping e Donald Trump é extensa e abrange os principais pontos de atrito e cooperação entre as duas maiores economias do mundo. Comércio, tarifas, restrições tecnológicas, o crescente papel da inteligência artificial e a cadeia de suprimentos de minerais críticos são temas centrais que devem dominar as discussões.

Adicionalmente, questões de alta sensibilidade geopolítica, como o status de Taiwan e a complexa situação envolvendo o Irã, também estão previstas para serem discutidas na mesa dos presidentes. A presença desses tópicos na agenda ressalta a abrangência e a importância estratégica da cúpula.

Segundo informações divulgadas pelo New York Times, espera-se que Xi Jinping exerça pressão sobre Donald Trump para que seja congelado um pacote de vendas de armas a Taiwan, avaliado em cerca de US$ 14 bilhões. Pequim, de acordo com o jornal, poderia mobilizar suas exportações de terras raras como uma ferramenta de negociação, sinalizando a possibilidade de imposição de novas restrições caso Washington prossiga com a venda dos armamentos.

Como Taiwan e Irã impactam a cúpula?

O governo chinês também tem a expectativa de levantar a discussão sobre a próxima cúpula do G20, programada para dezembro, em Miami. Este fórum global oferece uma plataforma adicional para o diálogo e a potencial resolução de impasses bilaterais.

Em uma perspectiva oposta, Donald Trump poderia tentar obter um maior engajamento de Pequim para pressionar o Irã. O objetivo seria favorecer a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o comércio global de petróleo. Em contrapartida a tal colaboração, o presidente norte-americano poderia considerar o adiamento da venda de armas para Taiwan, configurando uma delicada moeda de troca diplomática.