A Bolsa de Nova York fechou em baixa nesta terça-feira (3), embora tenha se recuperado parcialmente das fortes quedas do início da sessão, em meio ao nervosismo com a guerra no Oriente Médio e possíveis repercussões na economia dos Estados Unidos.
O Dow Jones recuou 0,83%, o índice voltado para a tecnologia Nasdaq perdeu 1,02% e o amplo S&P 500 cedeu 0,94%.
“O mercado reage agora a cada nova manchete da imprensa em relação ao conflito em curso”, disse à AFP Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities.
No quarto dia da guerra israelense-americana contra o Irã, Teerã atacou nesta terça locais ligados aos Estados Unidos no Golfo Pérsico, enquanto Israel prossegue simultaneamente com seus bombardeios sobre o Líbano e o Irã.
Em paralelo, a interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e do gás mundiais, somada aos ataques contra infraestruturas energéticas na região, fez disparar os preços dos hidrocarbonetos.
Os investidores se preocupam com o “impacto inflacionário” dessa guerra sobre a economia americana, explicou Patrick O’Hare, da Briefing.com.
“A alta dos preços do petróleo pesa sobre as perspectivas de redução de juros e sobre os resultados das empresas”, destacou José Torres, da Interactive Brokers.
O Federal Reserve (Fed, banco central americano) pode fazer uma pausa em seus cortes de juros, ou até elevá-los, caso a inflação acelere.
Em geral, Wall Street vê com bons olhos a perspectiva de uma flexibilização das taxas, que tende a estimular os lucros das empresas; por isso, um endurecimento da política monetária é um mau presságio.
Por outro lado, as ações de empresas de energia e defesa, que haviam se saído bem no dia anterior diante dos riscos geopolíticos, andaram de lado na sessão.
A Lockheed Martin perdeu 1,27%, a RTX 2,65% e a Northrop Grumman, 1,09%. A ExxonMobil cedeu 1,55% e a Chevron, 0,45%.
Outros setores também fecharam no vermelho, entre eles o de semicondutores. A Nvidia caiu 1,33%, a Micron perdeu 7,99% e a AMD, 3,86%.
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