A erupção vulcânica na ilha espanhola de La Palma mostra seus primeiros sinais de esgotamento e seu fim poderá ser declarado caso a inatividade que se observa dure dez dias, informaram os cientistas nesta quarta-feira (15), que não excluíram totalmente um possível aumento do fluxo.
“Hoje, a ausência de observáveis tanto diretas na superfície como procedentes dos sistemas de vigilância corrobora nos sinais de esgotamento do processo eruptivo, embora não seja possível descartar uma nova retomada da atividade”, explicou a diretora do Instituto Geográfico Nacional (IGN) nas Canárias, María José Blanco.
Para que a erupção do vulcão Cumbre Vieja seja considerada oficialmente encerrada, “os dados registrados e os observáveis devem se manter nos níveis atuais durante 10 dias”, afirmou.
Não há mais fluxo de lava na base do vulcão, enquanto a fumaça só sai de forma “pontual e esporádica”, descreveu Blanco.
A erupção do vulcão Cumbre Vieja, que começou em 19 de setembro, é a primeira que se registra em 50 anos nesta pequena ilha atlântica do arquipélago canário.
Sua atividade não deixou nenhuma vítima mortal, mas provocou enormes danos materiais e a evacuação de mais de 7.000 pessoas que, em alguns casos, perderam tudo nos fluxos de lava.
O magma cobriu 1.198 hectares em sua passagem e o fluxo de lava que alcançou o mar se solidificou, criando duas novas penínsulas que aumentaram a superfície da ilha em 44 hectares e 5 hectares respectivamente, segundo informaram as autoridades locais nesta quarta-feira.
A erupção do Cumbre Vieja é a mais longa já registrada na ilha e a terceira em um século, depois das do vulcão de San Juan em 1949 e de Teneguía em 1971.