Uma semana após o acidente que envolveu dois trens na Espanha, com um saldo de 45 mortos, foram realizadas neste domingo (25) cerimônias de homenagem em Huelva, de onde eram a maioria das vítimas, e em Adamuz, onde ocorreu a colisão.
A estação da cidade andaluza de Huelva, de onde partiu o trem com destino a Madri no qual morreram 36 das 45 vítimas, foi palco, durante a tarde, de uma homenagem que começou com um minuto de silêncio às 19h43 locais, hora da catástrofe. Em seguida, estava prevista a leitura de poemas.
O trem da linha Huelva-Madri colidiu no último domingo na localidade de Adamuz com outro que seguia em sentido contrário, de Madri para Málaga, no qual morreram as outras 9 vítimas da catástrofe.
Além dos mortos, 22 pessoas continuavam hospitalizadas neste domingo.
Em Adamuz, cujos habitantes foram os primeiros a chegar para socorrer sobreviventes e feridos, celebrou-se uma missa de sétimo dia.
“Viemos com o coração ferido pelo que aconteceu”, disse na cerimônia o prefeito de Adamuz, Rafael Ángel Moreno.
“Faz exatamente uma semana que caiu a noite, noite escura e trágica. Várias centenas de pessoas iniciaram uma viagem em direções opostas. Quarenta e cinco delas nunca chegaram ao destino esperado”, lamentou o bispo de Córdoba, Jesús Fernández, que celebrou a missa.
Enquanto se aguarda a conclusão da investigação oficial, e já descartada uma falha dos dois maquinistas, um deles morto no choque, aponta-se como primeira hipótese para o descarrilamento do primeiro trem a quebra de um trilho.
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