Viradouro é a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026

Escola homenageou o Mestre Ciça, icônio diretor de bateria da escola; Acadêmicos de Niterói volta para a Série Ouro

REUTERS/Ricardo Moraes
Mestre Ciça se apresenta com foliões da escola de samba Unidos do Viradouro durante o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil, 17 de fevereiro de 2026 - Foto: REUTERS/Ricardo Moraes Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

A Viradouro confirmou o favoritismo e foi a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro de 2026 nesta quarta-feira, 18. A agremiação de Niterói marcou 270 pontos, a pontuação máxima, com quase todas as notas 10 possíveis. 

Campeã pela quarta vez, a Viradouro homenageou o Mestre Ciça, icônico mestre de bateria da escola que retornou à agremiação em 2019. Antes, Ciça comandou os batuques da escola entre 1999 e 2009.

Além da Viradouro, Ciça já regeu as baterias da Unidos da Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e Estácio de Sá, onde começou em 1988. O mestre, reconhecido pelas bem ensaiadas paradinhas das baterias, liderou a percussão em dois dos três carnavais vencidos pela Viradouro (2020 e 2024) e em um desfile ganho pela Estácio de Sá (1992).

A escola ainda contou com a volta da atriz Juliana Paes como rainha de bateria. De volta ao posto que ocupou há 17 anos, a artista falou, em entrevista à IstoÉ, sobre a intensidade do momento e resumiu o sentimento em uma única palavra: gratidão. “É muita emoção, paixão, desejo de honrar o Ciça, desejo de honrar todas as baterias, de fazer esse carnaval que está se homenageando. Se eu puder resumir em uma palavra só, seria gratidão”, declarou.

Samba-enredo campeão

A Unidos do Viradouro apresentou o enredo “Pra Cima, Ciça!”, dedicado ao mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, que completa 70 anos de idade e 55 de carnaval. O desfile percorreu sua trajetória desde os tempos na Estácio de Sá até sua consagração como referência do ritmo.

A bateria foi o ponto alto da apresentação, com os ritmistas desfilando sobre um grande carro alegórico, tendo Ciça como destaque central. O projeto foi assinado por Tarcísio Zanon, com interpretação de Wander Pires e condução do pavilhão por Julinho Nascimento e Rute Alves.

A escola contou ainda com a participação especial do carnavalesco Paulo Barros em uma das alegorias. Ao todo, a Viradouro levou 23 alas, seis carros, dois tripés e 2.500 componentes.