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Vira-lata baleada em SP passa por exames e permanece internada

Crédito: Reprodução/TV Globo

Cadela é baleada na Zona Norte de SP (Crédito: Reprodução/TV Globo)

A vira-lata Pintada, baleada na noite de quarta-feira 5 em São Paulo, passa por uma série de exames e continua internada, por tempo indeterminado. A cadela foi socorrida por policiais militares, que prenderam o suspeito pela agressão e chegaram a fazer um rateio para pagar o atendimento veterinário. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O caso aconteceu na zona norte. Uma equipe do 5º Batalhão da Polícia Militar que estava na região do Terminal de Cargas foi acionada por testemunhas, que passaram as descrições do caminhoneiro, localizado e detido pouco depois, na Vila Medeiros. Ele teria se irritado com a presença do animal e disparado.

Segundo a corporação, uma pistola foi apreendida com o caminhoneiro que, para tentar escapar, ofereceu suborno. O suspeito foi levado ao 73 Distrito Policial, onde foi registrado boletim de ocorrência por porte ilegal de arma, disparo de arma de fogo, praticar abuso a animais e corrupção ativa.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança, devido à gravidade do caso, o delegado responsável pediu a conversão da prisão em flagrante por preventiva.

Comovidos, os PMs levaram a cadela ao Hospital Vet Popular e se propuseram a pagar do próprio bolso pelo atendimento. A clínica, porém, recusou e decidiu assumir todos os custos.

Atingida na região peitoral, perto da pata dianteira, a vira-lata foi medicada e está estável. Porém, ainda passa por exames de imagem, cardiológicos e hematológicos.

Segundo informações do hospital, Pintada vive no Terminal de Cargas, onde é cuidada por um vigia. Quando tiver alta, voltará a viver no local.

Maus-tratos contra animais é crime previsto em lei e que pode render pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

Na próxima terça (11), O Senado deve votar proposta apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para elevar a punição para crimes de maus-tratos contra animais. Pelo projeto, iria de 1 a 3 anos de detenção.