Violência em Chiomonte: Manifestantes atacam ferrovia e ferem 50 agentes

Grupo No TAV lança bombas caseiras e pedras, ferindo agentes de segurança em canteiro de obras de ferrovia

Violência em Chiomonte: Manifestantes atacam ferrovia e ferem 50 agentes

Centenas de manifestantes do movimento No TAV atacaram neste sábado (25) o canteiro de obras da linha ferroviária de alta velocidade Turim-Lyon, em Chiomonte, Vale de Susa, no Piemonte, Itália. O violento protesto resultou em mais de 50 agentes de segurança feridos após confrontos com bombas caseiras e pedras, gerando forte condenação do governo italiano.

O que aconteceu

  • A violência em Chiomonte deixou mais de 50 agentes feridos durante um protesto contra a construção da ferrovia Turim-Lyon.
  • Manifestantes do movimento No TAV lançaram bombas caseiras e pedras contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo e jatos d”água.
  • O governo italiano, incluindo a primeira-ministra Giorgia Meloni e o ministro do Interior Matteo Piantedosi, condenou veementemente os ataques.

O grupo, pertencente ao movimento No TAV, que se opõe à construção da ferrovia que deverá ser concluída em 2033, lançou bombas caseiras e pedras contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo e jatos d”água. Este incidente remete a um padrão de violência de vândalos encapuzados, que frequentemente desafia a ordem pública na Itália.

A polícia interceptou cerca de cem indivíduos mascarados entre dois cursos d”água, ao passo que um grupo maior foi detido em Bruzolo — entre San Didero e Bussoleno — para impedir que chegassem às imediações do canteiro de obras. Durante o protesto em Chiomonte, os manifestantes danificaram barreiras de concreto e incendiaram veículos das forças de ordem.

Confrontos violentos no vale de Susa

Segundo o primeiro balanço divulgado pelas autoridades, mais de 50 agentes ficaram feridos no tumulto. O governo italiano condenou a violência do protesto de forma veemente, classificando-o como um ataque direto ao Estado.

“Quem arremessa bombas caseiras, incendeia veículos oficiais e ataca agentes da lei não está defendendo uma ideia; está atacando o Estado”, escreveu a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, recordando, na sequência, os recentes ataques contra agentes ocorridos em Bolonha, na semana passada, durante protestos pela morte do marroquino Abderrahim Fakir. “Em Chiomonte, após os recentes acontecimentos em Bolonha, homens e mulheres de uniforme foram mais uma vez alvo da violência de vândalos encapuzados. Eles contam com a minha solidariedade e a do governo”, destacou a premiê.

Reação do governo italiano

Seu ministro do Interior, Matteo Piantedosi, afirmou que a confusão de hoje no Piemonte “confirma a intenção de desencadear uma escalada que exige atenção máxima”. Segundo o ministro, “é necessária uma postura unificada, clara e inequívoca de todas as forças políticas e institucionais”.

“Isolar aqueles que alimentam a violência deve ser um dever compartilhado, independentemente da filiação política”, declarou Piantedosi, ressaltando a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta coesa por parte da sociedade e do espectro político.

Qual o papel das instituições diante da violência?

Em nota, o Palácio do Quirinale informou que o presidente da República, Sergio Mattarella, “convocou Piantedosi para pedir-lhe que transmitisse sua solidariedade e agradecimentos aos agentes da força pública pelos serviços prestados à comunidade nacional”. Mattarella “expressou seu apoio aos agentes feridos”, reforça o comunicado, evidenciando o respaldo institucional às forças de segurança em meio aos desafios impostos pela crescente onda de protestos violentos.