Villa Joy é interditada na Sardenha por irregularidades

Propriedade de luxo ligada ao Grupo JHSF enfrenta acusações de infrações urbanísticas e ambientais na Itália

A empresa ítalo-brasileira Tavolara Bay Srl, integrante do Grupo JHSF, informa que colabora com as autoridades italianas após a interdição da Villa Joy, uma luxuosa propriedade na Sardenha. A ação, realizada nesta quarta-feira, 5 de agosto, foi motivada por supostas irregularidades urbanísticas, ambientais e patrimoniais em Loiri Porto San Paolo. O imóvel e outras áreas em Cala Finanza foram apreendidos pelo Ministério Público de Tempio Pausania, que investiga a conformidade das construções com as normas locais.

O que aconteceu

  • A Villa Joy, propriedade da Tavolara Bay Srl na Sardenha, é interditada pela justiça italiana.
  • A interdição ocorre devido a supostas irregularidades urbanísticas, ambientais e patrimoniais.
  • A empresa afirma que colabora integralmente com as autoridades e fornecerá a documentação necessária.

Em comunicado, a Tavolara Bay Srl informou ter tomado conhecimento da ordem de apreensão e que está fornecendo toda a documentação e o suporte técnico solicitados pelos órgãos competentes. A companhia reiterou que as alegações apresentadas pelas autoridades serão esclarecidas “nas instâncias apropriadas”.

Empresa sustenta conformidade legal

A empresa ítalo-brasileira defendeu-se, afirmando ter agido “em conformidade com a lei e de boa-fé”, baseando-se nas autorizações e procedimentos disponíveis à época. A Tavolara Bay Srl ainda destacou ter observado os processos administrativos e contado com a assistência de profissionais qualificados. Adicionalmente, a empresa reiterou o compromisso, assumido durante os procedimentos administrativos, de não realizar as obras relacionadas à instalação de estruturas de glamping, trilhas e outras intervenções no terreno ao longo da temporada de 2026.

A apreensão da Villa Joy resultou de diversas denúncias encaminhadas ao Ministério Público e de uma série de manifestações promovidas por grupos de moradores locais, iniciadas em 1º de julho.

Quais são as acusações do Ministério Público?

Até o momento, nenhuma pessoa é formalmente investigada, mas o Ministério Público de Tempio Pausania sustenta que a Villa Joy teria sido destinada a um uso incompatível com as normas de zoneamento aplicáveis à área. Os investigadores também apontam a construção de vias de acesso sem autorização e a instalação de diversas estruturas pré-fabricadas de apoio à edificação principal. Segundo o MP, estas intervenções não estariam em conformidade com a classificação urbanística do local.

O procurador-adjunto Sebastiano Carpinato reforça que a área objeto da apreensão possui elementos de relevante interesse histórico e arqueológico. A extensão e o impacto desses elementos deverão ser analisados pela Superintendência de Sassari e Nuoro.

(Da IstoÉ com ANSA)