Vila olímpica de Cortina tem vista para montanhas e área de karaokê

CORTINA D’AMPEZZO, 5 FEV (ANSA) – Por Riccardo Rimondi – Casas térreas de madeira, dezenas de centímetros de neve sobre os telhados e, ao fundo, as montanhas Tofana di Mezzo e Pomagagnon marcando o horizonte. A Vila Olímpica de Cortina d’Ampezzo, localizada em Fiames, a 1,3 mil metros acima do nível do mar, lembra uma pequena aldeia alpina.   

O espaço não se resume apenas aos 377 edifícios pré-fabricados, capazes de acolher mais de 1,4 mil hóspedes em plena capacidade, que serão posteriormente vendidos a um parque de campismo austríaco após os Jogos de Inverno.   

Entre os patrocinadores, alguns transformaram suas cervejarias em bares improvisados. Assim, na área que antes abrigava um pequeno aeroporto, posteriormente fechado após diversos acidentes trágicos, atletas de 66 países se reúnem em uma espécie de Cortina d’Ampezzo em miniatura.   

Cada alojamento acomoda quatro pessoas, distribuídos em dois quartos duplos, sendo um deles adaptado para atletas paralímpicos. A área comum, equipada com computadores, videogames, poltronas e televisões, também oferece um espaço para karaokê com piano, que já está em funcionamento.   

A atmosfera, à medida que a vila continua a se encher, lembra a de um feriado em uma estação de esqui, e em frente ao Centro de Serviços encontra-se o “Duque das Dolomitas”, um boneco de neve em tamanho real.   

Caminhando pelos dois caminhos principais do local, é possível apreciar as bandeiras dos 66 países participantes, dispostas sem qualquer ordem hierárquica. O lado americano da vila, por sua vez, é quase um bairro, marcado por mensagens motivacionais e avisos como “O inverno pertence aos EUA”. Não muito longe dali, os chineses penduraram uma faixa de incentivo em italiano, enquanto iranianos e ucranianos são quase vizinhos.   

“Já estive na Vila Olímpica em outras duas edições, e era um pouco melhor porque os muros eram mais largos. No entanto, é um lugar agradável, há um ótimo espírito, e é possível descansar bem para se preparar para as competições”, declarou Vladyslav Heraskevych, que representará a Ucrânia no skeleton.   

Bicampeão olímpico, o ex-atleta italiano Armin Zöggeler também se mostrou entusiasmado com a novidade. Vale destacar que esta será sua nona vila olímpica: seis vividas enquanto colecionava medalhas no luge e três como diretor técnico da Azzurra.   

“É a mais bela e a mais normal. Olhando para o futuro, todas as casinhas em que estamos vivendo agora já foram vendidas.   

Depois das Olimpíadas, tudo será desmontado e voltará a ser como antes”, afirmou.   

Pouco mais de 20 atletas italianos estarão hospedados na Vila Olímpica de Cortina, entre membros das equipes de bobsled, luge e skeleton. Já os esquiadores e jogadores de curling ficarão em um hotel no centro da cidade, por motivos logísticos.   

Para aqueles que optaram por permanecer nas montanhas, a Itália oferece ainda um lounge privativo, com mesa de pebolim e um quadro de classificação do torneio. (ANSA).