O primeiro-ministro húngaro em fim de mandato, Viktor Orbán, anunciou neste sábado (25) que renunciará ao seu mandato como deputado após a sua coalizão ter sofrido uma derrota eleitoral contundente depois de 16 anos no poder.
Orbán perdeu em 12 de abril para o conservador pró-europeu Peter Magyar, cujo partido conquistou a maioria de dois terços no Parlamento.
Aos 62 anos, o nacionalista, que é membro do Parlamento húngaro desde a democratização do país em 1990, pediu na semana passada uma “reforma completa” de seu partido, o Fidesz.
“Como o assento que conquistei como candidato principal da plataforma Fidesz KNDP é, na verdade, um assento parlamentar do Fidesz, decidi devolvê-lo”, declarou o líder nacionalista em um vídeo publicado no Facebook.
“Neste momento, não sou necessário no Parlamento, mas sim na reorganização do campo nacionalista”, enfatizou.
Peter Magyar, que venceu as eleições com a promessa de uma “mudança de regime”, acusou Orbán de covardia.
“O ‘bravo’ lutador de rua é incapaz de uma coisa: assumir suas responsabilidades… Com um chefão da máfia [no comando], não pode haver oposição democrática”, declarou Magyar no Facebook.
O novo Parlamento húngaro tomará posse em 9 de maio, quando os novos deputados prestarão juramento.
O Parlamento tem 199 cadeiras, das quais o partido Tisza, de Magyar, conquistou 141; o Fidesz-KDNP, de Orbán, 52; e o partido de extrema direita Nossa Pátria, seis.
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