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Vídeos gravados durante massacre no Texas mostram pais desesperados por ação mais rápida da polícia

Vídeos gravados durante massacre no Texas mostram pais desesperados por ação mais rápida da polícia

Policial em frente a cruzes com nomes de alunos mortos em ataque a escola no Texas


Por Gabriella Borter e Brad Brooks

UVALDE, Texas (Reuters) – Pais desesperados gritaram para que a polícia entrasse na escola de educação infantil no sul do Texas onde um massacre estava acontecendo, alguns deles tentando entrar no prédio por conta própria antes de serem contidos por policiais, de acordo com vídeos gravados durante o ataque de terça-feira.

Os vídeos publicados nesta quinta-feira, ao lado de relatos sobre o início do atentado feitos pelas autoridades, sugerem que cerca de uma hora se passou entre o início do ataque e a entrada de policiais com treinamento especial na sala de aula do quarto ano onde Salvador Ramos, de 18 anos, matou 19 crianças e duas professoras.

O jornal New York Times reportou que a maioria das vítimas provavelmente morreu nos primeiros minutos do pior ataque a tiros em uma escola dos EUA em quase uma década, citando uma pessoa familiarizada com um cronograma do incidente compilado por investigadores.

O porta-voz do Departamento de Segurança Pública do Texas Chris Olivarez disse à CNN nesta quinta-feira que os investigadores ainda estavam tentando confirmar precisamente um relato minuto a minuto do incidente, para determinar inclusive por quanto tempo Ramos permaneceu barricado do lado de dentro da sala de aula.

Em um vídeo publicado no Facebook por um homem chamado Angel Ledezma, alguns pais podem ser vistos rompendo a fita amarela policial e gritando com os policiais para que eles entrassem na escola.

“Já se passou uma hora, e eles ainda não conseguiram tirar todas as crianças”, diz Ledezma durante o vídeo.

Um outro vídeo publicado no YouTube mostra policiais contendo pelo menos um adulto. Uma mulher pode ser escutada dizendo: “Para que deixar as crianças morrerem? São tiros do lado de dentro”.

“Temos homens entrando para pegar as crianças”, diz um policial ao público. “Eles estão trabalhando”.

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