Vídeo: preso pelo 8/1 vai ao velório da avó algemado e escoltado por policiais

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O advogado Lucas Costa Brasileiro recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes para ir ao velório da avó em um cemitério de Formosa (GO) Foto: Reprodução/Redes Sociais

O advogado Lucas Costa Brasileiro, de 30 anos, condenado por envolvimento nos atos democráticos do 8 de janeiro, compareceu ao velório da avó em um cemitério de Formosa (GO) — município localizado a cerca de 280 quilômetros de Goiânia (GO) — algemado e escoltado por policiais penais na tarde da terça-feira, 26. As imagens do ocorrido foram compartilhadas nas redes sociais.

O preso recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para ir ao velório. Em contato com a IstoÉ, a Seape-DF (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal) não informou o número exato de agentes que participaram da ação, mas afirmou que a operação ocorreu “sem intercorrências” e o detento foi “reconduzido à carceragem no mesmo dia”.

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Confira o vídeo:

Na gravação, é possível perceber a chegada de Brasileiro, algemado e acompanhado por dezenas de policiais penais no velório. O funeral era da avó do preso, Joanice Jorge da Costa. No vídeo, agentes armados com rifles e pistolas acompanham o encarcerado e cercam a área em torno do caixão.

De acordo com a Seape-DF, operações de escolta, especialmente em locais com aglomeração de pessoas, são classificadas como de “alto risco”. “Por isso, exigem planejamento rigoroso, efetivo policial adequado e recursos de segurança que assegurem a integridade da equipe, do custodiado e o êxito da missão”, pontuou a entidade.

Uma solicitação da defesa de Brasileiro foi enviada à Justiça na segunda-feira, 25, para que ele pudesse comparecer ao funeral. O preso está encarcerado na Direção da Penitenciária IV do Distrito Federal.

Lucas Costa Brasileiro foi condenado a 14 anos de prisão em regime inicial fechado. O advogado foi sentenciado por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do Patrimônio tombado e associação criminosa armada. As cinco acusações estão no âmbito dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro.