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Vídeo: Mesmo com imagens, polícia demora 2 dias para aceitar notícia-crime de violência doméstica

Crédito: Reprodução

O químico ambiental Pedro Duarte registrou na sexta-feira (19) uma mulher sendo agredida na varanda de um apartamento do Ampiezza Flat Hotel, no bairro Bigorrilho, Curitiba (PR). Uma vizinha, que preferiu não se identificar, informou que, por não conhecer o agressor e a vítima, só conseguiu registrar a notícia-crime de violência doméstica dois dias depois do ocorrido. As informações são da Universa.

Em entrevista ao portal, a vizinha informou que alguns moradores escutaram os gritos da mulher e acionaram a polícia. Porém “muitos vizinhos desistiram de denunciar no decorrer do caminho. Como eu não era a vítima e não tinha uma procuração dela, não consegui registrar o boletim de ocorrência. Achei que, por ter a data, o endereço da residência do agressor e um vídeo da ocorrência, conseguiria, mas não. Depois de muita dificuldade, fui ouvida pela polícia”.

Pedro Duarte afirmou que ouviu uma discussão e resolveu averiguar. “Vi que tinha um homem na sacada de um apart-hotel, localizado em frente ao meu prédio. Ele pisava no chão e, no primeiro momento, achei que estava batendo em um cachorro. Comecei a filmar e quando aproximei a câmera, vi uma mulher deitada, sendo agredida e xingada por ele. Tentei inibi-lo com gritos, mas os dois entraram no apartamento.”

Depoimento

A Polícia Civil do Paraná disse por meio de nota que atendeu a vizinha no sábado e coletou algumas informações.

Ressaltou que pediu para ela retornar na segunda-feira (21) para formalizar o depoimento. O que, segundo a PC, é o procedimento de praxe quando não há informações sobre a vítima ou o suspeito.

A vizinha retornou na data marcada e foi ouvida pela polícia.

Vítima e agressor identificados

Na terça-feira (22), a Polícia Civil do Paraná informou que conseguiu identificar a vítima e o agressor. O homem foi intimado e será ouvido nos próximos dias.

A vítima já prestou o seu depoimento e passou por exames periciais. Também foi solicitada uma medida protetiva.

Devido à grande repercussão, o homem foi expulso do flat (apartamento com serviço de hotelaria) em que estava hospedado.

A gerente do Ampiezza Flat Hotel, Rosa Fanini, informou que o homem “era nosso hóspede havia um ano e a moça é namorada dele. Sabemos que ela já foi agredida outras vezes na casa dela, mas aqui no hotel foi a primeira vez. Chamamos a polícia e pedimos a retirada imediata dele. Como a vítima não estava mais no apartamento quando a polícia chegou, ele não foi preso”.

“O que estava ao nosso alcance nós fizemos. Os pertences dele ainda estão aqui, ele não veio buscar, não atende o telefone, sumiu. Não aceitamos casos de violência aqui”, concluiu.