O vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ), usou as redes sociais para informar que convidou o ex-ministro de Direitos Humanos Silvio Almeida para coordenar o futuro Museu da Escravidão Negra no Atlântico e participar de uma universidade que pretende abrir no Rio de Janeiro. Almeida deixou o cargo no governo federal no fim de 2024, após denúncias de assédio sexual — uma delas feita pela ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco.
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Segundo Quaquá, o encontro ocorreu no hotel de luxo Rosewood, no centro de São Paulo, e descreveu Almeida como “grande intelectual da negritude e da periferia brasileira”. Além dele, estava presente o arquiteto Alex Allard e o líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Paulo Rodrigues.
Na ocasião, houve o convite que, de acordo com o vice-presidente do PT, foi aceito por Almeida para ajudar “a pensar o Brasil” no futuro campus da UniMar (Universidade do Mar), em Maricá.
Acusações de assédio
Silvio Almeida foi indiciado pela Polícia Federal em novembro de 2025 e denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em março de 2026 por importunação sexual. O ex-ministro sempre negou as acusações.
O caso veio à tona após reportagens publicadas pela imprensa em setembro de 2024 sobre possíveis assédios cometidos por Almeida. Pouco tempo depois, ele foi demitido do comando do Ministério de Direitos Humanos. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que “alguém que pratica assédio não vai ficar no governo”.
O prefeito de Maricá chegou a defender Almeida em outras ocasiões, como em setembro de 2024, quando disse que, independentemente de se confirmar o assédio, o ex-ministro merecia seu “perdão cristão”. Na época, Quaquá também citou a falta de provas, criticou a esquerda e afirmou que a “política de lacração e cancelamento” afasta o “povo real”.
Além disso, Quaquá solicitou uma investigação conta Anielle Franco, em setembro de 2025. À época, ele disse que levaria o caso à Comissão de Ética do partido uma acusação envolvendo a ex-ministra e um suposto funcionário fantasma da autarquia Somar (Serviços de Obras de Maricá).
Anielle Franco deixou recentemente o cargo no governo federal com o intuito de concorrer à Câmara dos Deputados nas eleições de outubro de 2026.