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Vice do Atlético-MG ataca Cicinho por dívída de R$ 3 mi: ‘Pare de falar besteira’

O hoje ex-jogador Cicinho deixou o Atlético Mineiro em 2003, através de decisão judicial, mas o imbróglio entre o jogador e o clube ainda parece deixar sequelas em ambos. Nas últimas horas, o ex-lateral e um dirigente da equipe se atacaram, como efeito do prejuízo financeiro que ambos tiveram.

No fim de 2003, Cicinho conseguiu se desligar do Atlético-MG por uma decisão da Justiça, depois se transferindo ao São Paulo, sob a alegação de falta do recolhimento do FGTS. O caso não foi encerrado com a transferência, porém, porque o banco Axial era detentor de metade dos direitos econômicos do lateral. E processou o clube mineiro e o lateral para receber o valor da sua participação sobre o jogador.

Conjuntamente, eles condenados a pagar R$ 18 milhões pela Justiça. Depois, porém, o valor foi reduzido para R$ 9,6 milhões, através de um acordo. Segundo o Atlético-MG, a equipe concedeu um desconto a Cicinho, que precisou desembolsar R$ 3,2 milhões. Foi sobre esse pagamento que as partes se atacaram.

“Tinha uma cláusula em que eu tinha que ter notificado se eu saísse do clube, e tive que pagar R$ 3 milhões. Nunca ganhei dinheiro nenhum do Atlético, só para que o torcedor entenda. Tudo o que eu ganhei em quase três anos, eu tive que pagar ou iam penhorar algum bem meu. Eu não tenho nada contra o torcedor, mas, sobre o Atlético não é uma memória agradável para mim. Teve essa falta de honestidade do clube, que perdeu um dinheiro para o banco Axial e eu que tive que pagar”, disse Cicinho ao Canal do Nicola, no YouTube.

O ex-lateral admitiu mágoa com o clube mineiro. “Não guardo mágoa, mas torço para que o Atlético não se dê bem. Mais R$ 300 mil para o advogado. Não tenho carinho nenhum pelo clube. Tenho pelos torcedores e pelo time, que é fantástico, mas diretoria não me agrada”, acrescentou.

As declarações de Cicinho incomodaram o Atlético-MG, com o vice-presidente Lásaro Cunha publicando um vídeo em seu perfil no Twitter para rebater o ex-jogador. O dirigente explicou o imbróglio jurídico e atacou o lateral.

“Cicinho jogou aqui até 2003, entrou na Justiça e conseguiu a liberação. Só que Cicinho e Atlético tinham um acordo com a Axial, uma empresa de São Paulo que tinha 50% dos direitos econômicos do jogador. A empresa processou o Atlético e Cicinho. Ambos foram condenados em R$ 18 milhões. Pegamos essa ação no fim. Tínhamos um advogado, o Raul Ribeiro, que representou o Atlético. Fizemos uma tentativa de composição, conseguimos com a Axial um valor reduzido para R$ 9 milhões. O Cicinho não participou desse acordo. Ele ficou lá escondido”, disse.

Para Lásaro, Cicinho deveria ser grato ao Atlético-MG pelo auxílio jurídico e pelo desconto ofertado. “Oferecemos para ele uma oportunidade. Fizemos o mesmo desconto que a empresa fez para o Atlético, e ele pagou para o Atlético R$ 3,2 milhões. Ele deve agradecer ao Atlético, que foi lá na empresa, fez acordo e depois negociou com ele em condições excepcionais. O advogado, na época, o Raul Ribeiro, obviamente recebeu seus honorários”, afirmou. “Pare de falar besteira, Cicinho. O Atlético não tem recordação de você. A recordação é péssima. Você deu prejuízo ao Atlético e deveria agradecer ao Atlético”, concluiu.

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