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Vice-diretor da Opas apoia declaração de vacinas contra covid como bem mundial

Vice-diretor da Opas apoia declaração de vacinas contra covid como bem mundial

Profissional de saúde prepara vacina AstraZeneca Covid-19 no hospital universitário em Halle / Saale, leste da Alemanha, em 12 de fevereiro de 2021 - AFP/Arquivos


O vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, apoiou nesta quarta-feira (24) a declaração das vacinas contra a covid-19 como um bem global, conforme pleiteou a Argentina esta semana.

Questionado em coletiva de imprensa sobre se a Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), considera viável a proposta argentina, Barbosa lembrou que esse debate entre propriedade intelectual e necessidades de saúde pública não é novo.

“Creio que é sempre importante uma posição como essa, da Argentina, de muitos países da região, de buscar considerar uma ferramenta tão importante como uma vacina para uma pandemia como um bem público global”, disse. “Essa preocupação é muito importante”, reiterou.

O presidente argentino, Alberto Fernández, pediu nesta quarta ao presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, a adesão do México a uma proposta que a Argentina promoverá com a França no fórum do G-20, que reúne países industrializados e emergentes, em relação à liberação de patentes da vacina anticovid.

“A ideia é levantar no G-20 a necessidade de declarar a vacina contra a covid-19 um bem mundial de modo que (os fabricantes) cedam os direitos intelectuais e todos os países possam produzi-la livremente”, explicou Fernández na coletiva na Cidade do México, junto com López Obrador.


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Barbosa defendeu que o debate seja mantido no mundo todo para garantir que “as regras do mercado” não impeçam que as vacinas cheguem a todos.

Porém, para o vice-diretor da Opas, “a melhor aposta” nesse momento é um apelo à solidariedade global para que o Covax, mecanismo global da OMS destinado a promover o acesso equitativo às vacinas contra a covid-19, possa ter mais doses para distribuir agora.

“Essa é uma decisão pragmática porque mesmo que os produtores possam abrir seus direitos de propriedade intelectual, a transferência de tecnologia levará meses ou anos”, explicou.

Barbosa também comemorou o empenho de Cuba e do Brasil em produzir suas próprias vacinas.

“É muito importante que os países da América Latina e o Caribe possam pensar em como reduzir a vulnerabilidade que nossa região tem hoje para a produção de vacinas, medicamentos, equipamentos de proteção individual, respiradores e outros insumos tão críticos na resposta à pandemia”, disse ele.

Cuba está prestes a iniciar a fase 3 dos testes clínicos de seu imunizante Sovereign 2, afirmou Barbosa, a etapa final do processo, mas que levará “alguns meses”.

“Acreditamos que quanto mais vacinas puderem ser desenvolvidas, melhor”, declarou, ressaltando que, para fazer parte do Covax, toda vacina deve passar pelos testes de “eficácia e segurança” da OMS.

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