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Vereador do PSOL é afastado por 60 dias pelo partido após episódio de homofobia

Crédito: Divulgação

O vereador Paulo Eduardo Gomes foi afastado da Câmara de Niterói, no Rio de Janeiro, pelo diretório municipal do PSOL após um episódio de homofobia. O afastamento tem duração de 60 dias. As informações são do G1.

De acordo como partido, Paulo vai passar por formações internas sobre racismo, lgbtfobia e machismo. Durante o afastamento, Regina Bienestein assume o lugar do homem na Câmara.

No dia 07 de julho, a vereadora Verônica Lima (PT) foi alvo de falas constrangedoras de Paulo. “Quer ser homem? Então vou te tratar como homem”, disse o vereador na ocasião. De acordo com a parlamentar, Gomes precisou ser contido por colegas da Casa Legislativa.

“Ele começou a falar alto, cada vez mais alto. Pedi que falasse baixo, três vezes. Na quarta, levantei a voz. Aí ele se levantou e me perguntou: ‘Você quer ser homem?’ Eu disse: ‘Não, não quero ser homem, me respeita.’ [Ele falou] ‘Se você quer ser homem, vou te tratar como homem’. Ele partiu para cima de mim e precisou ser contido”, contou Verônica.

No mesmo dia do episódio, Paulo pediu desculpas. “Na exaltação de uma discussão, eu cometi um ato absolutamente machista e absolutamente agressivo à vereadora Verônica. No ato que isso aconteceu, a vereadora Benny, representando a bancada do PSOL, falando em meu nome, em nome do vereador Túlio, pediu desculpas. No que eu referendei e pedi desculpas também. É evidente que é imperdoável e não se justifica pra quem há 40 anos, há 40 anos, milita na defesa de todos os direitos humanos. Eu devo aos meus companheiros, ao presidente da Casa e ao conjunto dos vereadores as desculpas públicas que eu precisava dar”, comentou Gomes.

“O que eu espero é que seja feita justiça na medida correta, sem passar pano, porque dois meses com cursinho para uma pessoa que tem a idade que ele tem, a quantidade de mandados que ele tem, na minha opinião não é o suficiente. Então eu espero efetivamente que a justiça seja feita”, afirmou Lima.

A vereadora também revelou que ainda sente muito o que aconteceu. “De fato, essa dor permanece e é muito difícil porque não é fácil para alguém que foi democraticamente eleita pelo povo ser vítima de um ato de violência política de gênero como a gente classifica o que eu vivenciei”, concluiu.

A Câmara de Niterói confirmou que o caso será encaminhado à Comissão de Ética da casa.


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