A Venezuela expressou, neste sábado (12), à União Europeia que está “disposta ao diálogo” e pediu “pela suspensão” das sanções, em uma reunião na Turquia entre seu chanceler Felix Plasencia e o chefe da diplomacia do bloco, Josep Borrell, segundo uma nota oficial.
A nota acontece dias após que enviados do governo dos Estados Unidos foram recebidos em Caracas pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em momentos em que a Casa Branca impôs à Rússia um embargo contra seu petróleo devido à invasão à Ucrânia.
“A disposição da Venezuela pelo diálogo pacífico” foi reafirmada por Plasencia em seu encontro com Borrell, Alto Representante da União Europeia (UE) para Assuntos Exteriores, indicou uma nota à imprensa do Ministério das Relações Exteriores.
A reunião, durante um fórum diplomático na cidade turca de Antália, “se desenvolveu em um ambiente ameno e cordial”, de acordo com o texto.
Plasencia ainda “reiterou a demanda da Venezuela pela suspensão das medidas coercitivas unilaterais” estabelecidas pela UE contra o país caribenho.
Assim como os Estados Unidos, a União Europeia não reconheceu, em 2018, a reeleição de Maduro em votações boicotadas pela maioria da oposição, que a denunciou como fraudulentas. Vários países do bloco reconheceram, em 2019, como presidente encarregado o líder opositor Juan Guaidó, sem que este dirigente pudesse retirar do poder o mandatário socialista.
No último fim de semana, Maduro recebeu altos funcionários do governo americano no palácio presidencial de Miraflores em um encontro onde foram discutidos “uma diversidade de temas” que incluíram “segurança energética”, segundo a porta-voz do governo de Joe Biden, Jen Psaki.
Na sexta, no fórum na Antália, a vice-presidente Delcy Rodriguez disse esperar que o “diálogo construtivo (com os Estados Unidos) possa avançar”.