Venezuela anuncia ‘número significativo’ de libertações de presos políticos

"As libertações são um gesto de paz", disse Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela

REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira que um “número significativo” de venezuelanos e estrangeiros seria libertado da prisão nas próximas horas.

+ Vídeo mostra petroleiro com bandeira russa sendo interceptado pelos EUA

+ Trump convida Petro à Casa Branca em sua primeira conversa telefônica

As libertações, uma demanda repetida pela oposição, são um “gesto de paz”, disse Rodríguez, acrescentando que a ação foi unilateral e não foi acordada com nenhuma outra parte.

“Esses processos de libertação estão acontecendo a partir deste exato momento”, disse Rodríguez aos repórteres nas instalações da Assembleia Nacional.

O Foro Penal, um importante grupo local de direitos humanos, estima que existam 863 presos políticos no país, incluindo figuras políticas, ativistas de direitos humanos, manifestantes presos após as disputadas eleições de 2024 e jornalistas.

Esse número inclui pelo menos 86 estrangeiros, alguns dos quais enfrentam acusações criminais, dos Estados Unidos, da Espanha e de outros países.

“Considerem esse gesto do governo bolivariano… como a contribuição que todos nós devemos fazer para garantir que nossa República continue sua vida pacífica e em busca de prosperidade”, ressaltou.

Rodríguez, que não informou os nomes das pessoas que seriam libertadas, agradeceu ao ex-presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e ao governo do Catar.

O movimento da principal líder da oposição, María Corina Machado, bem como outras figuras da oposição e grupos de direitos humanos exigiam a libertação dos presos políticos desde a captura de Maduro pelos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que, de acordo com as informações recebidas, cidadãos espanhóis estão entre os que serão libertados. Ele acrescentou que, se confirmada, essa seria uma medida muito positiva das autoridades venezuelanas.