Venezuela pede reunião do Conselho de Segurança da ONU após bombardeio dos EUA

Após meses concentrando forças, militares dos EUA atacam alvos em território venezuelano, marcando uma inédita escalada de tensão na região

Explosões em Caracas 3/1/2026 Vídeo obtido pela Reuters
Explosões em Caracas Foto: Reuters

A Venezuela solicitou neste sábado, 3, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas em razão de um ataque militar dos Estados Unidos, que afirmaram ter capturado o presidente Nicolás Maduro.

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“Diante da agressão criminosa cometida pelo governo dos EUA contra a Pátria, solicitamos uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, responsável por fazer valer o Direito Internacional”, afirmou no Telegram o chanceler venezuelano, Yván Gil.

O ataque dos EUA à Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado que forças americanas realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela durante a noite, capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram retirados do país.

Trata-se da intervenção direta mais significativa de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989, que depôs Manuel Noriega por acusações semelhantes.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado junto com sua esposa e levado para fora do país”, escreveu Trump no Truth Social.

Ele prometeu mais detalhes em coletiva às 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida. Os EUA acusam Maduro de comandar um “narcoestado” e fraudar a eleição de 2024, que a oposição afirma ter vencido. Maduro, no poder desde 2013 após suceder Hugo Chávez, alega que Washington mira as reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo.