Venezuela liberta 15 jornalistas, entre eles o ativista da oposição Roland Carreño

Pelo menos 15 jornalistas foram libertados da prisão na Venezuela, incluindo o ativista da oposição Roland Carreño, em meio a um lento processo de solturas sob pressão dos Estados Unidos, informaram o sindicato de jornalistas e ONGs nesta quarta-feira (14).

O governo interino de Delcy Rodríguez começou a libertar presos políticos na semana passada, após o ataque dos EUA que depôs o presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro.

As libertações, no entanto, ocorrem em um ritmo lento. O governo informou 116 libertações, embora a organização especializada Foro Penal tenha relatado 56 até terça-feira.

“Confirmamos a libertação do jornalista Roland Carreño. Ele estava preso desde 2 de agosto de 2024: 1 ano, 5 meses e 12 dias”, escreveu o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) na rede X.

Carreño foi preso em meio à crise gerada após a contestada reeleição de Maduro em 2024. Ele já havia sido preso entre 2020 e 2023 sob acusações de “terrorismo”.

Além de Carreño, outros repórteres, cinegrafistas, assistentes e membros de equipes de imprensa da oposição foram libertados, segundo o SNTP e a Foro Penal, que divulgam novas informações pelas redes sociais.

O sindicato especificou que alguns dos libertados já estão com suas famílias.

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