Venezuela liberta 11 jornalistas mantidos como presos políticos

ROMA, 14 JAN (ANSA) – A Venezuela libertou nesta quarta-feira (14) 11 jornalistas locais, em meio à campanha do governo interino de soltar presos políticos. O anúncio foi feito pelo Sindicato Nacional dos Profissionais de Imprensa (Sntp), que confirmou que outros 24 ainda seguem detidos.   

O sindicato reiterou que tais prisões “não estavam relacionadas a atividades criminosas comprovadas, mas sim, à prática do jornalismo independente, à divulgação de opiniões críticas ou ao ativismo político de jornalistas”.   

Na noite de ontem, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou que mais de 400 pessoas foram libertadas das prisões do país nas últimas semanas como parte de um processo que o governo apresenta como um gesto de “paz” e promoção da “convivência civil”.   

Porém, o irmão da presidente interina Delcy Rodríguez não divulgou um cronograma detalhado ou uma lista oficial com os nomes dos ex-detentos, levando organizações de direitos humanos a contestarem a versão oficial.   

Entre os novos libertados, ao menos quatro são norte-americanos, informou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, que classificou a medida como “um passo importante na direção certa”.   

Na segunda-feira (12), Caracas libertou dois italianos, o trabalhador humanitário Alberto Trentini e o empresário Mario Burlò, após mais de 14 meses detidos no país sul-americano sem acusações formais.   

Dados da ONG Foro Penal apontam que existem cerca de 800 presos políticos na Venezuela, dos quais 116 teriam sido libertados desde a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro pelos americanos.   

Já Observatório Venezuelano de Prisioneiros fala na soltura de apenas 80 pessoas no mesmo período, sendo 66 venezuelanos e 16 estrangeiros. (ANSA).