Venezuela começa a libertar cidadãos americanos, confirma Departamento de Estado

Os Estados Unidos consideram a libertação de seus cidadãos no exterior uma prioridade

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Retratos de prisioneiros foram exibidos durante protesto em Caracas Foto: REUTERS/Gaby Oraa

A Venezuela começou a libertar cidadãos americanos presos, informou nesta terça-feira (13) um funcionário do governo dos Estados Unidos, que elogiou a iniciativa de Caracas, dez dias depois da destituição forçada do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar americana. “Damos as boas-vindas à libertação de americanos detidos na Venezuela. Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas”, disse um responsável do Departamento de Estado, sob condição de anonimato.

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O funcionário não forneceu detalhes imediatos sobre a libertação de prisioneiros nem quantos foram soltos, apenas informou que se tratava de mais de uma pessoa. A presidente interina Delcy Rodríguez determinou a libertação de presos políticos após o bombardeio americano em Caracas no dia 3 de janeiro, uma ação militar que resultou na captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e deixou mais de 100 mortos, segundo dados oficiais venezuelanos.

O mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, deu boas-vindas às primeiras libertações de presos políticos na semana passada e disse ter abortado uma segunda onda de ataques ao país sul-americano como resposta. Muitas pessoas foram presas na Venezuela por participação nos protestos pós-eleitorais de 2024, que eclodiram após Maduro ser declarado vencedor em meio a diversas denúncias de fraude.

Entre os presos libertados recentemente há cidadãos espanhóis e italianos. Os Estados Unidos consideram a libertação de seus cidadãos no exterior uma prioridade fundamental e conseguiram a soltura de alguns deles em um acordo com Maduro no ano passado.