Economia

Vendas globais de charutos cubanos sobem 7%, apesar de leis antitabaco

Vendas globais de charutos cubanos sobem 7%, apesar de leis antitabaco

Agricultores trabalham em plantação de tabaco em San Juan y Martínez, província de Pinar del Río, Cuba, 24 de fevereiro de 2018 - AFP

As vendas de charutos puros, principal produto de Cuba, alcançaram 537 milhões de dólares em 2018, uma alta de 7% em relação ao ano anterior, apesar das legislações globais antitabaco e das normas fiscais.

“A receita da Habanos foi de 537 milhões de dólares, um crescimento de 7%, que mostra a força de nossas vendas, apesar das dificuldades apresentadas no ano”, disse o diretor de marketing da empresa, o cubano Ernesto González.

O feito é ainda maior considerando um contexto no qual o mercado de luxo cresceu 1% no ano passado, detalhou González. “Isso fala da solidez do negócio”.

Em 2018, a China superou a França como segundo maior consumidor global de charutos puros da Habanos. O primeiro lugar, contudo, continua com a Espanha.

“Na Ásia-Pacífico, uma região emergente, tivemos um crescimento de 9%, liderado pelo mercado da China continental (…), onde o crescimento da cifra foi de 55%”, detalhou José María López Inchaurbe, vice-presidente de Desenvolvimento da Habanos S.A.

A Habanos S.A. é uma empresa mista, composta pelo Estado cubano e a Altadis, firma com sede na Espanha, mas de capital britânico.

A empresa não pode chegar ao mercado americano devido ao embargo que Washington aplica contra a ilha desde 1962.

Em 2017, as vendas cresceram 12% e alcançaram 500 milhões de dólares – um montante maior, mas com ritmo de expansão menor.

A empresa admite que precisou enfrentar dificuldades, como o endurecimento das leis antitabaco, sobretudo na Europa, e regulações fiscais.