Velejadores e surfistas se unem para retirar seis toneladas de resíduos da Baía de Guanabara

Surfistas e velejadores se uniram em uma parceria para retirar cerca de 6 toneladas de resíduos da Baía de Guanabara, onde será realizada a primeira etapa brasileira SailGP, circuito de vela da classe F50. A ação é uma parceria da WSL, a liga mundial de surfe, e do Mubadala Brasil, time brasileiro que compete o SailGP.

A operação começa no dia 2 de abril, a partir das 8h, na região do Fundão, e deve reunir aproximadamente 80 pessoas, incluindo 60 pescadores, além de contar com a participação de pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

O evento também terá a participação da bicampeã olímpica Martine Grael, que atua como capitã do Mubadala Brazil SailGP Team e é a única mulher a liderar uma equipe na SailGP. Outro destaque é a presença da surfista de ondas gigantes Michelle des Bouillons, que está no processo de validação do recorde mundial da modalidade.

“Essa parceria reforça o Mubadala Brazil SailGP Team como uma plataforma de impacto que vai além da competição. Competimos em alto nível, mas também temos o compromisso de gerar valor para a sociedade, usando o esporte como vetor de conscientização e ação. Ao lado da WSL, conectamos duas modalidades que dependem diretamente do oceano para liderar iniciativas concretas de preservação ambiental”, afirma Alan Adler, CEO do Mubadala Brazil SailGP Team e da IMM Esporte e Entretenimento.

“Unir forças com a SailGP potencializa nosso compromisso com a preservação dos oceanos e amplia o impacto positivo que a WSL quer gerar dentro e fora d’água”, acrescenta Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina.

A ação será operacionalizada pela Nas Marés, organização responsável pelas ações de impacto e sustentabilidade do Mubadala Brazil SailGP Team. A expectativa é retirar até seis toneladas de resíduos da Baía, mais que o dobro do volume recolhido na ação realizada em 2025. Todo o material será destinado a uma cooperativa responsável pela triagem e reaproveitamento.

“Essa aliança entre o Mubadala Brasil SailGP Team e a World Surf League, uma liga global que impacta milhares de fãs no Brasil e ao redor do mundo, reflete valores que transcendem o esporte. É a prova de que diferentes modalidades podem se conectar, somar forças e avançar juntas por objetivos maiores, unindo duas potências em torno de um propósito comum”, destaca Mariana Britto, Diretora de Marketing Comunicação e Impacto do Mubadala Brazil SailGP Team.

A iniciativa antecede a etapa brasileira do SailGP, programada para os dias 11 e 12 de abril, na Praia do Flamengo, e que marcará a estreia da competição no Rio de Janeiro. A parceria prevê ainda novas ações conjuntas durante a etapa de Saquarema da WSL, prevista para ocorrer entre os dias 19 e 27 de junho.

A aproximação entre as entidades ocorre após um 2025 considerado marcante para ambas. Na vela, o time brasileiro alcançou a segunda colocação na Impact League, ranking global de sustentabilidade da SailGP, no melhor desempenho de um representante do Sul Global na história da competição.

No surfe, Yago Dora conquistou o título mundial do Championship Tour (CT), tornando-se o quinto brasileiro campeão da elite e garantindo o oitavo troféu do país nas últimas 11 temporadas — resultado que reforça o protagonismo da chamada “Brazilian Storm” no circuito da WSL.

A SailGP estrutura sua temporada em duas frentes. Dentro d’água, a competição é entre os catamarãs F50, considerados os barcos mais velozes do mundo. Fora, é disputada a impact League, que avalia e premia as equipes com base em critérios de sustentabilidade, inclusão e governança.

Já a WSL dá início ao seu calendário oficial no dia 1º de abril, com a etapa Rip Curl Pro Bells Beach, realizada em Austrália. A temporada apresenta mudanças relevantes no circuito internacional, com a inclusão de novos destinos e a participação de atletas de alto nível, elevando o grau de competitividade ao longo do ano.