CIDADE DO VATICANO, 11 JUL (ANSA) – O Vaticano reabre nesta quinta-feira (11) dois túmulos do cemitério teutônico de Roma onde podem estar os restos mortais de Emanuela Orlandi, jovem desaparecida em 1983, aos 15 anos de idade. A medida foi tomada após a família de Orlandi ter recebido uma carta indicando sua suposta sepultura. O cemitério fica na fronteira do Vaticano e é administrado pela Santa Sé, e um dos jazigos em questão exibe a estátua de um anjo e uma lápide dedicada a príncipes de uma família de nobres alemães. A operação teve início às 8h15 (horário local) desta manhã após uma oração em frente aos dois sepulcros, liderada pelo reitor do Colégio Teutônico.
A informação foi relatada pelo diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, Alessandro Gisotti. Ele afirmou que “não é possível prever, no momento, o tempo de duração para a conclusão dessas operações, que envolvem cerca de 15 pessoas”.
Os especialistas são do Centro de Segurança Operacional da Gendarmaria do Vaticano. Os parentes de Orlandi juntamente com seu advogado e seu representante também estarão presentes.
Nos túmulos estão enterradas as princesas Sophie von Hohenlohe, que morreu em 1836, e Carlotta Federica de Mecklenburg, falecida em 1840.
Orlandi desapareceu em 1983, aos 15 anos de idade, enquanto voltava para casa. Ela era filha de um funcionário da Santa Sé, cidadã do Vaticano e residia dentro dos muros do menor país do mundo, mas até hoje não se sabe seu paradeiro. (ANSA)