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‘Vamos trabalhar para manter a Fórmula 1 no Brasil’, diz ministro do Esporte

Quatro dias após a reunião do presidente Michel Temer com Bernie Ecclestone, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, afirmou neste domingo que o governo federal se esforçará para manter o Brasil no calendário da Fórmula 1. O País poderá perder o GP por conta de prejuízos que devem alcançar US$ 30 milhões (cerca de R$ 98 milhões) neste ano.

“O governo federal tem interesse nesse tradicional GP. Vamos trabalhar junto com o governo municipal e junto à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para que possamos mantê-lo”, afirmou o ministro, no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

O GP do Brasil se tornou dúvida para a temporada de 2017 da Fórmula 1 a partir do fim de setembro, quando a organização divulgou o calendário provisório para o próximo campeonato. A etapa brasileira apareceu com asterisco, com o status de “sujeito à confirmação”. A organização da prova demonstrou surpresa com a restrição, mas garantiu a realização da prova em 2017.

Neste fim de semana, porém, a direção da Fórmula 1 voltou a colocar o GP em risco. O diretor executivo da FOM (Formula One Management), Bernie Ecclestone, afirmou quase em tom de provocação que “não apostaria dinheiro” na permanência da corrida no calendário do campeonato.

Ecclestone está insatisfeito com os prejuízos da prova brasileira porque, por força de contrato, a FOM deve saldar eventuais perdas econômicas do GP. Só neste ano a baixa será de US$ 30 milhões. No próximo, segundo informou o promotor da prova, Tamas Rohonyi, o prejuízo pode alcançar US$ 5 milhões. A perda se deve principalmente à saída de patrocinadores, como a Petrobrás e a Shell.

Na última quarta-feira, Ecclestone fez uma visita a Michel Temer no Palácio do Planalto, em Brasília. Oficialmente, as duas partes não revelaram o que foi discutido no encontro. Mas a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo apurou que a maior parte da visita foi reservada a uma conversa sobre o futuro do GP brasileiro.