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Coluna: Mineração S.A.

Com 10 anos na área de mineração, Gabriel Guimarães é advogado especialista do setor mineral, com atuação em empresas nacionais e estrangeiras.Também com 10 anos de atuação no setor, Eduardo Couto é presidente da Comissão Especial de Direito Minerário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), vice-presidente jurídico e institucional do Grupo Cedro Participações e conselheiro do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra).

Vale e ROGESA firmam acordo para pelotas de alto-forno e redução direta

Crédito: Reprodução

A Vale e a Roheisengesellschaft Saar mbH (ROGESA), subsidiária da Dillinger e da Saarstahl AG, celebraram um contrato plurianual para fornecimento de pelotas de minério de ferro, reforçando o compromisso com a descarbonização da siderurgia. O acordo prevê o fornecimento de pelotas de alto-forno entre 2025 e 2027, com uma transição para pelotas de redução direta (DRI) a partir de 2028, quando a planta de DRI da ROGESA em Dillingen estará operante. Segundo Bruno Pina, diretor de Vendas da Vale, “as pelotas de redução direta, assim como nossos briquetes inovadores, serão fundamentais para a produção de aço em fornos elétricos a arco, reduzindo significativamente as emissões de carbono”.

A siderurgia de Saarland, que opera com a ROGESA, planeja adotar uma tecnologia mais limpa, substituindo o coque pelo hidrogênio para converter minério de ferro em hot-briquetted iron (HBI). Isso permitirá a produção de aço de baixa emissão de carbono. Stefan Rauber, presidente do Conselho de Administração da SHS – Stahl-Holding-Saar, destacou a importância do fornecimento garantido pela Vale, “a maior produtora mundial de pelotas de minério de ferro”, para essa transição.

Frank Becker, diretor administrativo da ROGESA, ressaltou que a parceria de longa data com a Vale será essencial para os próximos passos rumo à produção de aço neutro em carbono. O novo contrato de fornecimento reforça a preparação da ROGESA para a transformação do setor siderúrgico, que caminha em direção a processos mais sustentáveis.

A Vale reafirma seu compromisso ambiental com metas ambiciosas, como a redução de 15% das emissões líquidas de escopo 3 até 2035 e a redução de 33% das emissões absolutas de escopo 1 e 2 até 2030, com objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Essas iniciativas estão alinhadas com o Acordo de Paris, consolidando a liderança da Vale na mineração sustentável.

Com informações de Brasil Mineral