Valdemar recua em fala sobre golpe: ‘Nunca houve planejamento’

Valdemar Costa Neto - Crédito: Divulgação/PL

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, voltou atrás nesta segunda-feira, 15, da daclaração dada no sábado de que teria sido planejado um golpe de Estado no Brasil. Na ocasião, o cacique disse que o movimento golpista “não foi criminoso”, e, ao se referir aos atos de 8 de janeiro, afirmou ter sido promovido por “um bando de pé de chinelo”.

A fala causou forte repercussão negativa na base bolsonarista. Diante das reações, o dirigente se manifestou, por meio de nota oficial nesta tarde, afirmando que não houve um planejamento, apenas “no campo do imaginário”.

“Durante um evento realizado no interior de São Paulo, uma declaração minha acabou sendo interpretada de forma equivocada e gerou repercussão. Por isso, considero importante esclarecer de maneira objetiva o que foi dito. É claro que eu não falei nesse sentido. Minha fala foi feita com uma condicionante: se tivesse, imagine que tivesse, vamos supor que tivesse… Foi no campo do imaginário. E está claro: nunca houve planejamento, muito menos tentativa. O próprio ministro do Supremo, Luiz Fux, já confirmou isso”, diz a nota.

“O que precisa ficar registrado é que não houve golpe. O presidente Bolsonaro sempre deixou claro que não aceitaria nada fora da Constituição. Ele recuou de qualquer ideia nesse sentido e conduziu a transição de forma democrática. Esse é o fato”, continua o texto.

A tensão entre Valdemar Costa Neto e os bolsonaristas é antiga. Historicamente um político do ‘Centrão’, Valdemar busca conciliar as expectativas do grupo polítido e do núcleo bolsonarista quanto ao rumo da direita.

O presidente do PL é um dos principais entusiastas da possível candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência da República e já manifestou a vontade de contar com o governador no partido.