Economia

Vacinar contra a covid-19 é ‘prioridade absoluta’ para as economias emergentes, diz FMI

Vacinar contra a covid-19 é ‘prioridade absoluta’ para as economias emergentes, diz FMI

A vacina da Moderna é preparada para ser aplicada em uma paciente em Los Angeles em 24 de fevereiro de 2021 - AFP


Vacinar contra a covid-19 é “a prioridade número um absoluta” para os países emergentes e em desenvolvimento, disse nesta terça-feira (13) a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, destacando que os atrasos na imunização colocam em risco a economia mundial.

Gita Gopinath afirmou que a desigualdade no acesso às vacinas “é um grande problema” que se agrava enquanto a pandemia persiste.

“Isso é certo para todo o mundo, mas é especialmente certo para as economias emergentes e em desenvolvimento”, disse ela durante uma videoconferência organizada pelo centro de estudos Peterson Institute for International Economics (PIIE).

“A prioridade absoluta número um, inclusive para as economias em desenvolvimento emergentes – da sua própria perspectiva de financiamento, da perspectiva da comunidade internacional – é obter uma imunização generalizada”, afirmou.

Gopinath também pediu aos países ricos que forneçam vacinas aos países pobres.


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O Fundo Monetário Internacional apresentou na semana passada um panorama econômico mais otimista para 2021 e 2022, mas alertou que as projeções não estão isentas de incerteza.

A instituição de Washington disse que estima um aumento do PIB global de 6% este ano (+0,5 pontos percentuais em relação à última projeção de janeiro) e de 4,4% no próximo ano (+0,2 pontos).

No entanto, combinou essas estimativas com duas alternativas: um crescimento mais rápido se a imunização acelerar, inclusive nos países pobres, ou um crescimento mais lento se a imunização atrasar.

Em escala mundial, foram aplicadas ao menos 802 milhões de doses das vacinas anticovid em ao menos 202 países ou territórios, segundo uma contagem da AFP com base em fontes oficiais nesta terça-feira às 14h00 (horário de Brasília).

No entanto, ainda há grandes desigualdades entre os países de alta renda, segundo a definição do Banco Mundial, que concentram quase metade das doses injetadas em todo o mundo, e os países de baixa renda, onde apenas 0,1% das doses foram injetadas.

Cerca de vinte países, principalmente na África e na Oceania, ainda não começaram suas campanhas de vacinação.

Entre os mais avançados estão Israel (cerca de 60% da população recebeu ao menos uma dose), Reino Unido (47,4%), Emirados Árabes Unidos (mais de 45%), Chile (38,6%) e Estados Unidos (36,5%).

A campanha de vacinação também encontra obstáculos: nesta terça, as autoridades de saúde dos Estados Unidos recomendaram uma pausa no uso da vacina da Johnson & Johnson devido aos casos graves de coágulos sanguíneos.

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