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Vacina anti-Covid produz anticorpos em fase inicial nos EUA

WASHINGTON, 15 JUL (ANSA) – A empresa norte-americana Moderna anunciou na noite desta terça-feira (14) que os resultados da segunda fase da vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) foram “positivos” e que iniciará a última etapa da testagem no dia 27 de julho. A mRNA-1273, que é desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID), agora será testada em 30 mil voluntários, sendo que metade deles receberá uma dose de 100 microgramas e a outra receberá um placebo. A ideia dos especialistas é de finalizar essa terceira etapa até 27 de outubro.   

A vacina havia sido testada em 45 pessoas e constatou que eles desenvolveram a resposta imunológica adequada. O grupo de voluntários tinha entre 18 e 55 anos e recebeu doses diferentes da imunização, de 25mcg, 100mcg e 250mcg em duas etapas.   

Apesar de todos apresentarem respostas do corpo à vacina, o laboratório optou pelo teste com a forma intermediária. As reações ao medicamento foram consideradas leves, com relatos de dores de cabeça, fadiga, dor no local de aplicação e mialgia.   

Segundo o infectologista Anthony Fauci, que além de dirigir o NIAID também faz parte da força-tarefa do governo dos EUA contra a Covid-19, se tudo der certo, a vacina estará disponível “dentro de um ano ou um ano e meio” para a distribuição.   

Feita a partir do RNA do Sars-CoV-2, a mRNA-1273 é uma das cerca de 20 vacinas que estão em desenvolvimento no mundo e que está em um estágio mais avançado.   

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Além da norte-americana, já estão na fase de testes clínicos finais a CoronaVac (feita pela chinesa Sinovac Biotech e que está sendo testada no Brasil) e a ChAdOx1 nCoV-19 (feita em parceira pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca – e também testada no Brasil).   

Já a Ad5-nCoV, também desenvolvida na China, da CanSino e da Academia de Ciências Militares está sendo testada em militares.   

A Rússia também anunciou que uma imunização produzida localmente entrou na fase 3 de testes após bons resultados em voluntários e em membros das Forças Armadas. Ela é desenvolvida pela Universidade Sechenov. (ANSA)

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