URJ. Unidos pra roubar juntos

Crédito: José Manuel Diogo

(Crédito: José Manuel Diogo)


Salvar Lula mata Moro e elege Bolsonaro. Só dá para ser claro perante fatos tão básicos. Colocar o ex-presidente na corrida ao Planalto em 2022 praticamente garante o segundo mandato a Bolsonaro. Tudo é uma questão lógica e de simples aritmética. O capitão sabe mais de estratégia que um general de quatro estrelas.

Ao decidir que Lula vai ter acesso aos dados roubados por hackers que violaram criminosamente conversas de procuradores da República com o ex-juiz-ministro Sérgio Moro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal colocou mais que uma pedra no túmulo da Operação Lava Jato, ela praticamente garante o Planalto a Bolsonaro até 2026.

Quando Lula usar esses diálogos para acusar Sérgio Moro “de ser parcial” ele vai poder anular a sentença que o condenou por corrupção no caso do tríplex do Guarujá e assim se recandidatar (de novo) a Presidente em 2022.

O STF está no caminho de permitir a única configuração possível em que o mais desastrado presidente que o Brasil já teve em toda a sua história (incluído todas as ditaduras) se reeleja “facinho” para oferecer ao Brasil mais quatro anos de declínio civilizacional. “Atingir Lula na cabeça” acerta Moro no coração e acaba com qualquer possibilidade do antigo juiz chegar a presidente.

Este favorecimento ao ex-presidente Lula da Silva — que assim ganha munição para desqualificar sua condenação de dilapidar os cofres da Petrobras para enriquecimento pessoal — favorece apenas um: Jair Bolsonaro.


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— Pensem comigo. Primeiro turno. Todos. — Ciro. Dória. Amoedo. Leite. Marina. Huck. Moro. Lula. Bolsonaro — Num país rachado ao meio no apoio cego a líderes tribais é fácil antecipar quais os dois que terão maior número de votos.

— Fiquem ligados. Segundo turno. Dois. — Lula e Bolsonaro — De novo o Brasil se supera. Uma das maiores democracias do mundo não consegue produzir qualquer futuro. Entre um Bolsonaro presidente “podendo” e um Lula velho se vingando, será óbvio o resultado.

Desacreditar a Lava Jato, apesar de todas as falhas que possam ter existido é um retrocesso e um crime de lesa pátria, mas que vem apenas provar o que todos sempre soubemos. Que no Brasil o futuro é sempre duvidoso e até o passado é incerto.

Mas pior mesmo é ter de dar razão ao escritor Nobel de língua portuguesa José Saramago e ao presidente francês Charles de Gaulle. Porque realmente muitas vezes parece que Brasil não é um país sério, que não tem partidos de direita, de esquerda, de nada, apenas um bando de salafrários que se reúnem pra roubar juntos”.

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Sobre o autor

José Manuel Diogo é autor, colunista, empreendedor e key note speaker; especialista internacional em media intelligence,  gestão de informações, comunicação estratégica e lobby. Diretor do Global Media Group e membro do Observatório Político Português e da Câmara de Comércio e Indústria Luso Brasileira. Colunista regular na imprensa portuguesa há mais de 15 anos, mantém coluna no Jornal de Notícias e no Diário de Coimbra. É ainda autor do blog espumadosdias.com. Pai de dois filhos, vive sempre com um pé em cada lado do oceano Atlântico, entre São Paulo e Lisboa, Luanda, Londres e Amsterdã.


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