O presidente do Torino, Urbano Cairo, revelou neste domingo (2) ao jornal Gazzetta dello Sport que havia uma preferência entre dirigentes da Lega Serie A pela nomeação de Antonio Conte para comandar a seleção italiana, a Azzurra. A declaração foi dada durante um evento em Versilia, na Toscana, após um amistoso de seu clube. Cairo criticou a escolha final por Roberto Mancini e as decisões de Gianni Infantino na FIFA.
O que aconteceu
- Presidente do Torino, Urbano Cairo, afirma que havia preferência por Antonio Conte para a seleção italiana.
- O dirigente questionou a escolha por Roberto Mancini e expôs bastidores da Federação Italiana de Futebol (Figc).
- Cairo criticou decisões da FIFA, incluindo a proposta de venda de participações comerciais da Copa do Mundo.
Cairo, que participou recentemente de uma reunião da Lega Serie A, detalhou os bastidores da escolha do novo treinador da Azzurra. Segundo ele, o presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), Giovanni Malagò, pretendia inicialmente nomear um diretor técnico antes de definir o comandante da seleção, mas o planejamento acabou “desmoronando”.
“Sabemos como as coisas aconteceram. Malagò queria nomear primeiro o diretor técnico, comprometendo-se a convencer Paolo Maldini, e depois tudo desmoronou por causa da escolha de Andrea Pirlo e da questão do patrocinador russo ligado às apostas”, afirmou Cairo.
Por que a escolha do técnico foi polêmica?
O técnico do Dubai United foi descartado pela Figc para assumir a seleção italiana devido ao seu envolvimento com uma casa de apostas russa. Na sequência, Roberto Mancini, que já havia comandado a Azzurra entre 2018 e 2023, foi apresentado como o novo treinador da equipe nacional.
Na entrevista, Cairo acrescentou que deseja sucesso à nova gestão, ressaltando a importância de um bom desempenho da seleção, especialmente após a ausência da Itália nas últimas três Copas do Mundo.
Ao explicar por que teria optado por Antonio Conte, o presidente do Torino destacou a necessidade de um impacto imediato no trabalho da equipe nacional.
“Eu o teria escolhido porque é necessário dar um forte impulso à atividade, para começar bem desde o início. Respeito o Conte, ele já havia se saído bem com a seleção, uma seleção que não era nada de especial, principalmente no ataque”, declarou Urbano Cairo.
Críticas à gestão da FIFA
Para Cairo, Antonio Conte também “estava motivado” e, portanto, “poderia ser o homem certo”. “Havia uma tendência na Lega a favor de Conte como treinador, mas Malagò escolheu diferente”, declarou o presidente do Torino.
Além da questão da seleção italiana, Urbano Cairo também comentou temas relacionados à política do futebol internacional. O presidente do Torino elogiou algumas iniciativas do presidente da FIFA, Gianni Infantino, como a expansão dos direitos de transmissão da Copa do Mundo e do Mundial de Clubes, mas criticou outras decisões recentes.
Entre elas, mencionou a suspensão do jogador dos Estados Unidos Folarin Balogun e questionou a proposta de venda de participações comerciais da Copa do Mundo para investidores externos.
“O futebol deve ser intocável. E depois a ideia de vender as cotas da Copa do Mundo para investidores externos, uma decisão tomada assim, quase da noite para o dia. Não, as decisões devem ser compartilhadas sem seguir uma política pessoal”, concluiu Urbano Cairo.