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Unidos pela segurança no trânsito

Número de acidentes com mortes começam a cair no Estado de São Paulo

Unidos pela segurança no trânsito

A ventania na beira da praia levanta a areia e forma uma nuvem, que se espalha a uma grande distância, até o asfalto. Pode dar uma cena bonita compartilhar um clique nas redes sociais, mas em Praia Grande, no litoral paulista, era justamente essa a maior causa de acidentes com ciclistas e motociclistas na beira-mar – ocorrências não raro fatais.

Relacionar o vento e a areia à constância na localização dos acidentes em determinados pontos foi essencial para que a Prefeitura tomasse uma providência simples, que foi a chave para evitar tantos acidentes: o aumento na frequência da varrição, que retira o excesso de areia e evita que a pista fique escorregadia, especialmente para os veículos de duas rodas.

Contar com informações precisas para saber onde e como agir tem sido a base de uma série de ações coordenadas pelo Governo do Estado de São Paulo para ajudar a combater a epidemia de mortes no trânsito, hoje superiores aos homicídios nas estatísticas de óbitos violentos, ou não naturais. Só no ano passado, 5.727 pessoas perderam a vida nas ruas e rodovias dos 645 municípios paulistas – duas mil a mais do que o total de assassinatos registrados em 2016.

Videomonitoramento ajuda na fiscalização de trânsito na Praia Grande

O motor desse processo é o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, programa multisetorial que, há dois anos, reúne dez secretarias estaduais e órgãos vinculados para adoção de medidas que visam diminuir o número de vítimas fatais. A meta é reduzir à metade o número de vítimas do trânsito até o ano de 2020 – objetivo lançado pela ONU em 2011, quando instituiu o programa Década de Ação pela Segurança no Trânsito com a proposta de engajar governos e sociedade para agir localmente.
O interesse das Nações Unidas demonstra que o problema é motivo de preocupação em todo o mundo. Neste exato momento, circulam pelo planeta cerca de 1,5 bilhão de automóveis. Com base em números já publicados, 1,24 milhão de pessoas morreram em consequência de acidentes no trânsito, numa média de 18 a cada 100 mil habitantes.

No Brasil, a proporção é de 19 para cada 100 mil, ou seja, 38,7 mil pessoas por ano – a quantidade de pessoas mortas em acidentes de trânsito é equivalente à queda de um avião por dia. Mas, enquanto os desastres aéreos causam comoção nacional, repercutem por vários meses e entram para a história, a mortandade que ocorre cotidianamente nos deslocamentos por terra parece ficar sob um manto de invisibilidade. Uma constatação bastante perigosa: considerando que 94% das ocorrências são causadas por falha humana. Por isso São Paulo está agindo conjuntamente para que o problema não perpetue.

Com apoio da iniciativa privada, o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito reúne suas estratégias no programa Siga Seguro, que atua sobre a segurança de vias e veículos, conscientização das pessoas e resposta pós-acidente. A gestão dos dados disponíveis é a peça chave de toda esta mobilização.

ESTATÍSTICAS – O Movimento mergulhou com profundidade em cerca de 100 mil Boletins de Ocorrência, além de informações do Datasus, Bombeiros, Polícia Rodoviária, Polícia Militar e outras fontes, a fim de conhecer em profundidade e cruzar os dados disponíveis. Descobriu que a melhor forma de fazer com que a informação revertesse em potencial de ação era ligar cada acidente ao local exato onde ele ocorre. Por isso, optou-se por utilizar como fonte prioritária o Registro Digital de Ocorrência (RDO) da Polícia Civil, por meio do qual os técnicos do programa podem fazer uma análise qualitativa da situação – por exemplo, saber se uma pessoa falecida no hospital estava internada por causa de um acidente de trânsito, e se este foi a causa da morte. Assim, os dados são atualizados retrospectivamente e ainda passam por auditorias periódicas.

Outro passo importante foi a criação de ferramentas capazes de dar transparência a esses dados. Nasciam o Infosiga e o Infomapa, em 2016. No Infosiga, é possível conhecer as estatísticas que revelam o perfil dos acidentes e suas vítimas, como sexo, idade, tipo de veículo, horário e dia do acidente, dentre outros. Diversos tipos de cruzamentos podem ser feitos, possibilitando identificar os locais exatos onde os acidentes ocorreram em um mapa. O mecanismo era inédito no Brasil e no mundo com essa periodicidade mensal. Hospedadas no site www.segurancanotransito.sp.gov.br, as ferramentas estão disponíveis para qualquer cidadão.

Assim como Praia Grande utilizou as estatísticas para resolver o problema da areia que tornava a pista escorregadia, várias outras cidades passaram a fazer o mesmo para definir intervenções em pontos cruciais, como a criação de rotatórias, alargamento de calçada, melhoria da iluminação, construção de passarelas, entre outras capazes de evitar acidentes.
Considerando que mais da metade dos óbitos acontecem em vias urbanas, o envolvimento dos municípios é essencial para o sucesso do Siga Seguro. Por isso, uma de suas bases é a implantação de parcerias com Prefeituras, envolvendo adoção de soluções técnicas e campanhas educativas a fim de mudar o comportamento de motoristas e pedestres.

O recurso para a implantação desses projetos vem das multas aplicadas pelo Detran.SP. Até o momento já foram destinados R$ 110,5 milhões para a realização de ações de educação e obras em pontos nevrálgicos de 67 municípios, o que representa 71% da população de todo o Estado e 80% dos óbitos. A expectativa é totalizar 100 cidades conveniadas em 2018.

Em 2016, já com as ações do Movimento em curso, houve queda de 5,6% nos acidentes fatais registrados no Estado de São Paulo, na comparação com 2015. O número é expressivo se levarmos em consideração que a tendência histórica vinha sendo de alta no Estado com a maior (e sempre crescente) frota de veículos automotores do País. Na prática, isso significa que ao menos 339 pessoas tiveram suas vidas salvas por ações de segurança no trânsito.

A efetiva redução dos índices no Estado de São Paulo tem chamado atenção em outras regiões do País. O Distrito Federal, por exemplo, recentemente assinou protocolo de intenções com o governo paulista para troca de experiências em ações de segurança no trânsito. O DF tem a intenção de implantar modelo semelhante de monitoramento de óbitos adotado em São Paulo. Pode ser o primeiro passo para a extensão do programa em todo o território nacional.

Francisco pretende retomar a faculdade de Engenharia e jogar futebol

Infosiga publica raio-X todos os meses

Profissionais ligados ao setor de trânsito no Estado de São Paulo já se acostumaram a checar os dados referentes a acidentes fatais na sua região todo dia 19. É nessa data, impreterivelmente, que o site do Infosiga atualiza as informações e disponibiliza mensalmente as estatísticas a gestores, estudantes, imprensa e público em geral. Do total de 43,6 milhões de habitantes no Estado, 48% são condutores de veículos. Nada menos do que 35% da frota nacional circula pelas rodovias e municípios da região. Engana-se quem pensa que as estradas registram o maior número de mortes no trânsito, nelas ocorreram 41,5% dos acidentes.

Dos 2.753 acidentes fatais ocorridos no primeiro semestre deste ano, 33% das vítimas estavam em motocicletas e 28% eram pedestres. Automóveis aparecem na sequência, com 23%. Os jovens têm sido os mais atingidos. Entre janeiro e junho deste ano, foram 719 mortes de jovens entre 18 e 29 anos. Jovens que estavam em início de carreira, com planos de uma vida ainda em amadurecimento. Desses, 83% eram do sexo masculino. Os finais de semana são os mais preocupantes: 18% dos casos ocorreram no sábado e 22% aos domingos.

Um desses jovens apontados pela estatística é Francisco Elio Medeiros dos Santos, de 22 anos, que ia pescar com o pai quando viu sua vida se transformar. Eram 9h (de um sábado?) quando se deparou com um caminhão na contramão. Estava no carro com a irmã e sobrinha, na rodovia que liga São Pedro a Santa Maria da Serra, no interior do Estado de São Paulo. Francisco bateu a cabeça no para-brisa e teve trauma crânio encefálico. Ele ficou em coma por cinco dias na UTI e mais oito no quarto. O diagnóstico do médico não era bom: demoraria um ano para voltar a movimentar o lado esquerdo. Por sorte, ele errou. Em dez dias, Francisco começou a se mexer lentamente e, na sequência, a dar os primeiros passos com o amparo do pai. Ao longo desse tempo tem se tratado na Rede de Reabilitação Lucy Montoro e já começa a dar os primeiros chutes no futebol. Ele pretende voltar a cursar a faculdade de Engenharia Civil, interrompida no segundo ano. “As pessoas precisam ter mais respeito e cuidado com os outros, não pensar só nelas. Qualquer descuido pode tirar vida de alguém”, diz.

Levantamento recente realizado pelo Movimento Paulista e Fundação SEADE aponta que os acidentes em rodovias custam quase R$ 5 bilhões para os cofres públicos do Estado. Esse volume não inclui pessoas com sequelas e que se tornaram inativas economicamente, com necessidade de permanentes cuidados médicos. Entre os pacientes da rede Lucy Montoro de Reabilitação, por exemplo, 50% das vítimas de acidente de trânsito atendidas tiveram lesão medular e se tornaram paraplégicas ou tetraplégicas. Quase 30% sofreram amputação. Foi exatamente o que aconteceu com Tatiana Maria da Silva, de 30 anos.

Mesmo tetraplégica, Claudia virou a motorista da casa com carro adaptado

Assim como o jovem Francisco, ela também viu seu destino alterado devido à imprudência de um motorista de caminhão. O acidente, em agosto do ano passado, lhe custou a amputação de perna esquerda, acima do joelho. Ela pilotava sua moto às 6 horas, a caminho do serviço, na Zona Sul de São Paulo, quando se deparou com o veículo na contramão. O motorista fugiu na rua vazia. Tatiana ficou três dias em coma induzido e, ao acordar, já estava sem a perna. “Foi difícil, mas é preciso seguir em frente e recomeçar”, afirma essa jovem mãe de dois filhos, de 13 e 7 anos. Durante todo o processo conta com o apoio incondicional do marido, que trabalha como motoboy. Tatiana parou de trabalhar, interrompeu a faculdade de Pedagogia e agora dá os primeiros passos com a prótese. “É preciso ter mais respeito pelo próximo. Não é por ser maior que você pode desrespeitar o espaço do outro. É preciso ter paciência, se mata por tão pouco no trânsito”, ressalta antes de voltar para seu quarto no Lucy Montoro, já na terceira internação.

Apoio da família e amigos tem sido fundamental para Tatiana retomar a vida

Com esses R$ 5 bilhões desperdiçados, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo diz que seria possível construir cerca de 18 hospitais com o mesmo porte do novo Hospital Regional de Sorocaba, que terá 250 leitos, serviço de diagnóstico por imagem completo,heliponto e um centro de ensino e pesquisa. Ou então, erguer em torno de 25 hospitais semelhantes ao Hospital Regional de São José dos Campos, que terá 178 leitos, serviço de diagnóstico por imagem e atendimento ambulatorial. Outra possibilidade seria custear 40 hospitais como o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas. Mensalmente, o IOT faz cerca de 10 mil atendimentos, de diversos tipos, sendo cerca de 6 mil atendimentos no ambulatório; 2,5 mil atendimentos no PS; 520 intervenções no centro cirúrgico; 500 internações. Esse dinheiro, no entanto, escoa diariamente pelas avenidas e rodovias. Embora os dados sejam impactantes, a situação se torna ainda mais dramática com os relatos de sobreviventes de acidentes automobilísticos. Como Claudia Vidigal, que sofreu acidente em outubro de 1994, aos 28 anos. Ela cochilava no banco reclinado do passageiro enquanto voltava do Rio de Janeiro para São Paulo. Mas o motorista também dormiu em plena rodovia Presidente Dutra. “Confiei minha vida a uma pessoa que falou para eu dormir tranquila. Acordei tetraplégica no hospital”, diz. Hoje ela consegue dirigir um carro adaptado e se tornou a motorista da casa. Claudia terminou a faculdade de Direito, fez estágio em um escritório de advocacia, mas precisou interromper a carreira devido a suas limitações físicas. “Educação no trânsito deveria começar na escola, com as crianças. Há muita imprudência de todos os lados, inclusive dos pedestres”, opina.

Quando cidades agem, os números caem

Jacareí: queda de 51% no número de mortes este ano

As três cidades com o melhor tráfego no Brasil, de acordo com o ranking Traffic Index 2017, realizado pelo aplicativo de trânsito Waze, ficam no Estado de São Paulo: Jacareí, São José do Rio Preto e Piracicaba. Elas integram grupo de 67 municípios que já assinaram convênio com o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito. A expectativa é chegar a 100 no próximo ano.

Mas a situação não era nada confortável para Jacareí, a pouco mais de 80 quilômetros da capital paulista, até recentemente. Em 2016, 48 pessoas morreram em suas vias – seis delas ciclistas e quatro atropelamentos por caminhões. No mesmo período houve 44 crimes fatais na cidade. O índice de 24 mortes em acidentes de trânsito por 100 mil habitantes estava bem acima da média nacional (19) e da mundial (18).

A partir dessas constatações nasceu a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e teve início o trabalho com foco na preservação das vidas. Foram realizadas mais de 200 ações educativas junto à população, criados mais seis quilômetros de ciclovias, lançados bolsões para motos nos semáforos e novas regras para circulação de cargas pesadas na cidade. Como consequência, o município reduziu em 51% o número de mortes em acidentes de trânsito entre janeiro e setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016. Atualmente a proporção é de nove mortes no trânsito a cada 100 mil habitantes.

Em Botucatu, a 238 quilômetros da capital paulista, a identificação dos pontos críticos foi o primeiro passo para o município rever seus números. Com 140 mil habitantes, a cidade conta com frota de 100 mil veículos, quase um carro por morador. Entre janeiro e junho de 2016, o crescimento de mortes no trânsito estava 100% acima do mesmo período de 2015. Era preciso agir rapidamente.

Entre as medidas, houve a redução da velocidade de 60 km/h para 40 km/h nas principais avenidas. Também foi adquirido um aparelho de fiscalização eletrônica móvel (hoje já são quatro em operação) e realizadas campanhas educativas. A cidade ganhou um Centro Vivencial do Trânsito, por onde já passaram mais de 10 mil crianças no primeiro ano de atuação. Entre janeiro e setembro deste ano, Botucatu registrou sete óbitos. Em 2016, foram 32 no mesmo período analisado. Ou seja, queda de 76%.
Em Fernandópolis, na região Noroeste do Estado, os números reduziram significativamente após as intervenções nas vias em cruzamentos, com implantação de rotatórias, lombo-faixas e sistemas semafóricos, além de ações educativas. Em Ribeirão Preto, o número de óbitos caiu 100% em 2016 após instalação de calçadas na rotatória de uma importante avenida da cidade, revitalização da sinalização horizontal e da pavimentação.

Estradas mais seguras

Embora os maiores registros de óbito por acidente de trânsito ocorram nas áreas urbanas, as rodovias requerem muita atenção. Afinal, apenas no primeiro semestre deste ano, as mortes nas estradas representaram 41% dos 2.753 óbitos ocorridos no trânsito em todo o Estado de São Paulo. Isso, mesmo São Paulo tendo 18 das 20 melhores estradas do País. Pensar na situação de outras regiões é alarmante.

Essa crescente preocupação com questões de segurança fez com que a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) modificasse alguns itens nos editais para novas concessões de rodovias. As empresas dispostas a administrar as Rodovias dos Calçados e Rodovias do Centro-Oeste, assim como o DER, que tem atuado com intervenções em pontos críticos identificados pelo Infosiga, terão de instalar rede wi-fi em toda a extensão dos novos trechos concedidos. O usuário poderá, dessa forma, saber em tempo real as condições e volume de tráfego, acidentes e meteorologia.

 

Parceiros criam projetos diferenciados

Escolinha Bike do Itaú

Os custos e consequências dos acidentes no trânsito afetam toda sociedade. Por isso, o envolvimento de organizações das mais variadas áreas são fundamentais para a redução dos números de acidentes com mortes.

Por meio do Centro de Liderança Pública (CLP), o governo reúne entidades da sociedade civil e da inciativa privada, integrando trabalhos que e compartilhando responsabilidades.

A Ambev, por exemplo, transporta diariamente 10 mil funcionários em nada menos do que 101 cidades brasileiras. Os fornecedores da companhia rodam 1,5 milhão de quilômetros mensalmente. Para a empresa, uma das prioridades era ter transportes 100% seguros. Por isso, foram instalados dispositivos nos veículos, motoristas treinados, realizando monitoramento semanal dos indicadores. O resultado apareceu: redução de 100% dos acidentes fatais desde 2016, quando o projeto teve início.

Os motoristas também estão na mira da distribuidora de combustível Raízen, que criou um Sistema de Gestão em Segurança Rodoviária. A empresa elaborou um Manual de Transporte Rodoviário e lançou outras iniciativas que ajudaram a reduzir os índices de violação das normas de segurança ano a ano. A concessionária Arteris, que administra diversas rodovias no País, optou por investir na educação dos jovens. Seu Projeto Escola engloba 590 instituições de ensino em 139 municípios, com participação de 16 mil professores e 287 mil alunos. A empresa também realiza o Fórum da Juventude pela Segurança no Trânsito, proporcionando aos jovens de 12 a 17 anos da rede pública de ensino que ao final, tornam-se embaixadores da causa em suas cidades e passam a ser multiplicadores em prol da segurança no trânsito.

Já a Abraciclo, é um dos representantes que tem como principal missão conscientizar os fabricantes de veículos condutores de duas rodas sobre a importância da pilotagem segura e promover a conscientização de jovens sobre comportamento no transito.
E o Banco Itaú patrocina a Escolinha Bike, para ensinar crianças de dois a sete anos a lidar com a questão da mobilidade urbana, ensinar regras de trânsito e pedalar com segurança.

O Together for Safer Roads (TSR) – aliança que reúne empresas globais do setor privado a fim de cooperar na melhoria da segurança viária afim de reduzir mortes e feridos em todo mundo, é parceiro do Movimento. Os membros atuais da TSR incluem a AB InBev, Abertis, AIG, AT&T, Ericsson, Facebook, GM, IBM, iHeartMedia, OctoTelematics, PepsiCo, Republic Services, Ryder, UPS e Walmart.

A solução do ProSimulador tem sido a utilização de equipamento capaz de treinar o aluno para as mais diversas situações no trânsito. O aparelho simula cenários que imitam a realidade e treina o cérebro de forma mais efetiva, como em situações adversas e de risco, às quais o motorista não poderia ser submetido nas aulas práticas em vias públicas em razão da segurança. Todas essas empresas, mais a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), participam ativamente do Movimento criando uma rede de conscientização sobre o tema e realizando ações que se espalham por todo território paulista.

Aplicativo para motociclistas

Outra iniciativa recente foi a escolha de um aplicativo voltado aos motociclistas para atuar de forma preventiva ao estimular conduta mais segura. O projeto foi um dos cinco finalistas da segunda edição do PitchGov.SP, iniciativa que mobiliza startups e investidores para ações de interesse público.

A proposta é que o aplicativo seja disponibilizado aos motociclistas, reconhecendo e estimulando padrões de conduta adequada. Ainda poderá permitir a localização da vítima pelo socorrista, além de fornecer dados importantes mesmo que a pessoa esteja inconsciente.

Dos 42 desafios propostos pelo PitchGov.SP, cinco foram criados pelo Movimento Paulista de Segurança no Trânsito. O resultado foi anunciado no início de novembro, após apresentação das 16 startups selecionadas a uma banca de líderes da gestão pública, investidores e empreendedores de renome.