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Único ciclista negro no Tour da França reclama de silêncio da modalidade frente ao racismo

Crédito: Reprodução Instagram

Ciclista Kévin Reza (Crédito: Reprodução Instagram)

Uma curiosidade da edição do Tour da França deste ano é que entre as dezenas de equipes e ciclistas presentes, apenas um é negro. Kévin Reza, de 32 anos, compete na principal prova do ciclismo e critica a falta de engajamento da modalidade em relação ao racismo.

O ciclista chegou a citar a mobilização em outros esportes, principalmente com o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam).

“Na NFL ou NBA ou em outros esportes, os atletas negros são menos minoria ou até mesmo são maioria, então é muito mais fácil criar o tipo de solidariedade necessária nesses esporte. No ciclismo, estou sozinho neste Tour de France, embora não esteja no pelotão global pelo resto do ano. Estou sozinho neste momento. Isso é um fato. Admiro o que esses outros esportes estão fazendo, mas no momento, não tenho certeza se o ciclismo está pronto para isso. Eu me sinto pronto, mas não vou fazer essa luta sozinho e gastar muita energia com pouco resultado”, relatou o ciclista em entrevista ao site Cycling News”.

O francês inclusive já sofreu com o racismo em duas provas da modalidade. O suíço Michael Albasini, em 2014, no Tour da França, e do italiano Gianni Moscon no Tour de Romandie em 2017.

Nas ocasiões, os companheiros de esporte de Kévin não se pronunciaram, muito menos a principal entidade da modalidade, a União Ciclística Internacional (UCI). Somente no caso de Moscon, a sua equipe suspendeu o ciclista por seis semanas.

“Houve solidariedade? Na verdade não. Meus amigos próximos do pelotão vieram me ver para dizer que me apoiaram e que foram afetados pelo que aconteceu. Mas de uma forma geral, não, eu realmente não senti uma solidariedade mais ampla no pelotão para chamar a atenção para o que aconteceu. Não há muita solidariedade no ciclismo. Isso não é uma crítica, é apenas uma observação. Já sou profissional há 10 anos, e em 10 anos não vi muita solidariedade especialmente no ciclismo, muito menos na época dos incidentes com Moscon e Albasini”, reclamou disse Reza.

“Eu não sou uma estrela do rock no esporte. Tenho muito menos seguidores do que LeBron James! Mas me sinto realmente livre e pronto para lutar e seguir em frente”, completou o francês.

Longe das primeiras colocações, Kévin ocupa a 137° colocação no Tour deste ano. Até o momento foram realizadas 18 das 21 etapas da prova, que terminará no próximo domingo (20) em Paris, na França.

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