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Uma em cada 3 mulheres é agredida pelo companheiro na Itália

ROMA, 14 NOV (ANSA) – Uma em cada três mulheres é agredida pelo companheiro e, entre aquelas gravemente abusadas, mais de dois terços apresentam sintomas de estresse pós-traumático até três meses depois da violência. Essa é a conclusão apresentada em um estudo alarmante coordenado pelo Instituto Superior de Saúde da Itália nesta terça-feira (14).   

De acordo com a pesquisa, a maior parte das vítimas atendidas em hospitais e centros médicos tem entre 15 e 49 anos e mais de um terço é proveniente de outraa nações.   

A pesquisa ainda mostrou outro número assustador: 17,9% das meninas até 14 anos que vão a um pronto socorro por conta da violência são vítimas de uma agressão sexual.   

As consequências da violência na saúde das mulheres vão desde situações de extrema gravidade, como a interrupção abrupta de uma gravidez ou lesões de traumas físicos (queimaduras, envenenamentos e perdas de movimento dos membros) até a morte.   

Outro ponto abordado pela pesquisa é a grande quantidade de mulheres com graves problemas psicológicos, que incluem a síndrome de lesão pós-traumática, depressão, abuso de substâncias químicas e comportamentos auto-agressivos – como tentativas de suicídio e distúrbios alimentares.   

O projeto, que fez uma fotografia das mulheres vítimas de violência, foi uma ação do Centro para o Controle de Doenças (apoiado pelo Ministério da Saúde) e pela entidade Revamp, que cuida de mulheres em situação de vulnerabilidade.   

– Números: Em números, 35% das mulheres sofreram agressões dos cônjuges ou parceiros sentimentais – entre os homens, esse índice cai para menos de 10%. Quase 85% dos casos de violência contra elas são realizados por pessoas conhecidas, dado que cai para menos de 40% no caso deles.   

“Nos prontos socorros que participaram do estudo, emerge que, para as mulheres em idade fértil vítimas da violência, a segunda causa de entrada no PS é referente à violência sexual, sendo um caso em cada 20 atendidos”, disse um dos coordenadores da pesquisa, Alessio Pitidis.   

A grande maioria das agressões físicas (88%) são realizadas com as mãos ou com violência física, sem o uso de instrumentos ou objetos.   

Três meses depois da saída do hospital, cerca de 67% das mulheres vítimas de violência doméstica ou sexual apresentava sintomas de estresse pós-traumático. Um valor equivalente àqueles das vítimas de grandes desastres, incluindo os atentados terroristas. (ANSA)