Um VAR para Brasília

Já está mais do que provado: a FIFA não é mais aquela instituição ultrapassada do século passado.

Depois da inclusão do VAR nas partidas de futebol, o esporte evoluiu mais do que o fez desde que as bolas ainda eram feitas de tripas de porco.

Ficou moderno, inovador de verdade.

E adicionou muito mais emoção ao espetáculo.

Por exemplo, antigamente, quando o centro-avante do seu time caia na área e o juiz não marcava pênalti, só restava xingar a progenitora do árbitro. Hoje não.


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Quando acontece uma jogada duvidosa, primeiro xingamos a progenitora do árbitro, mas em seguida renovamos nossas esperanças vendo o sujeito desenhar um retângulo no espaço, avisando que vai recorrer ao VAR. Percebe? Emoção dobrada.

Temos mais alguns minutos de tensão até o juiz, eventualmente, perceber seu equívoco.

O homem olha a tela da TV, fala com seus assistentes, então coloca a bola em baixo do braço e trota em direção à área.

O silêncio toma conta do estádio.

Por alguns segundos, só ele sabe se foi ou não pênalti.

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Então, com a autoridade de um imperador romano, coloca a bola na marca da cal.

Foi pênalti, como era óbvio para nós.

Vamos ao delírio enquanto a torcida adversária xinga a progenitora do árbitro. O VAR é bacana.

Alguns dizem que os erros do juiz faziam parte do espetáculo e que agora, com o VAR, o futebol ficou menos humano, mais eletrônico. Bobagem.

Mesmo porque o VAR já provou que não é perfeito.

Vira e mexe, ou quando joga o Flamengo, sempre surge alguma dúvida nas decisões tomadas mesmo com o uso do aparelho.

Há quem acredite que, na verdade, o VAR veio para institucionalizar a ladroagem, afinal, se de um lado uma prova eletrônica reduz a possibilidade de um equívoco, por outro avaliza as decisões do juiz, mesmo quando esse erra de propósito.

Teoricamente, é claro. Não quero acusar ninguém aqui.

Eventuais teorias conspiratórias à parte, continuo acreditando que o VAR é um avanço e fez bem para o futebol Tão bem que, me parece, já passamos da hora de levar o VAR para outros setores da sociedade.

Porque limitar uma tecnologia tão eficiente apenas às quatro linhas do gramado?

No trânsito, por exemplo, o VAR seria muito importante para acabar com a indústria das multas.

Você passa por um radar, ele disparou? É só estacionar e ir até o VAR conferir se você realmente estava acima do limite de velocidade.

Na escola, o professor pegou um aluno colando?

VAR na diretoria para conferir se era cola ou se o garoto estava apenas coçando a sola do tênis. Mas nenhum lugar carece tanto de um VAR como Brasília.

Um não.

Dezenas. Centenas, talvez.

Vamos fazer uma campanha para instalar VAR em todos os ministérios.

No Congresso Nacional.

No STF.

E, claro, no Palácio do Planalto.

O VAR em Brasília vai decidir muito mais do que nossos políticos decidem.

Por exemplo, se tivéssemos o VAR na época da Lava Jato, bastava dar uma conferida para saber se as ligações que vazaram foram legais ou não.

O presidente Bolsonaro alegou que nunca disse que a Covid-19 era só uma gripezinha? VAR nele com tudo.
Um VAR no STF será uma maravilha.

Ainda mais porque os ministros poderão utilizar as próprias togas para cobrir o monitor e enxergar melhor as imagens.

Eventuais teorias conspiratórias à parte, o equipamento é um avanço e fez bem para o futebol

Na época das eleições, um VAR em cada sessão eleitoral.

Nunca mais ninguém alegaria que houve fraude.

E assim por diante, vocês entenderam meu ponto.

O único problema que ainda não consegui resolver é que o VAR sem um árbitro não funciona como deveria.

De que adianta o VAR no Congresso se não temos um juiz para decidir se aquela engavetada do impeachment foi ou não legal?

Vou continuar pensando nisso em busca de uma solução.

Até lá, o jeito é utilizar o método antigo.

Na dúvida xingue a progenitora dos envolvidos.

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