Medicina & Bem-estar

Um treino heavy metal

Como o Pound, nova onda das academias, ajuda os praticantes a queimar 900 calorias por aula ao som de AC/DC e Iron Maiden

BAQUETAS Aula ao ar livre da atividade que trabalha todo os músculos: como um solo de bateria (Crédito:Allan CM)

Quem vê pode até pensar que se trata de um novo curso para formação de bateristas: todos os alunos estão com baqueta nas mãos. Nada disso. Ao som de uma trilha sonora intensa, que inclui Iron Maiden, AC/DC e Linkin Park, entre outras bandas do gênero, surge uma nova aula de ginástica, que tem agradado não só praticantes de atividades físicas como amantes do rock pesado. O Pound Fitness, atividade física que surgiu na Califórnia, Estados Unidos, foi idealizada justamente por duas ex-atletas e bateristas.

A modalidade chegou ao Brasil pelas mãos da professora Lucy Miyuki Kuroiwa. Na prática, trata-se de uma combinação de agachamentos com exercícios abdominais e de braços com o manuseio constante das baquetas. “Os movimentos criam uma instabilidade que nos obriga a contrair o abdômen o tempo todo para manter o equilíbrio”, diz Lucy. Se relaxar o abdômen, explica, o praticante pode perder o equilíbrio e até cair.

“Para garantir o equilíbrio de batucar enquanto agacha é preciso contrair o abdômen o tempo todo.” Lucy Kuroiwa, professora de Pound Fitness

Haja fôlego
Se o desafio para manter o ritmo e garantir o equilíbrio é grande, o resultado pode ser compensador. Feita na intensidade das músicas de rock que as embalam, as aulas podem resultar na queima de até 900 calorias. “É uma aula puxada, mas muito animada, com músicas estimulantes”, diz Natan Oliveira, de 61 anos. Como é uma atividade física nova por aqui, os alunos ainda estão se adaptando ao ritmo intenso das aulas. “Você bate as baquetas no ar, no chão, agacha o tempo todo. Haja coordenação de braços e pernas — e fôlego!”

O Pound trabalha vários grupos musculares. E não tem restrição de idade. “Qualquer pessoa pode fazer”, afirma Lucy. A intensidade dos exercícios também pode variar de acordo com o nível de condicionamento físico dos praticantes. Uma coisa é certa: mover as baquetas de um lado para o outro, para cima e para baixo, no ar e no solo, exige coordenação total.